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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2022

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc067444
Banca
FCC
Órgão
TRT - 5ª Região (BA)
Ano
2022
Cargo
Analista Judiciário - Área Judiciária
Considere as seguintes orações:I. O menino perdeu seus pais.II. A perda dos pais desesperou o menino.III. O menino encontrou a paz da descrença.Essas orações articulam-se com clareza, correção e coerência no seguinte período único:
  1. AA paz da descrença foi assumida pelo menino que se desesperara com a perda dos pais.
  2. BPorquanto encontrasse a paz da descrença, o menino se desesperou com a perda dos pais.
  3. CA perda dos pais levou o menino ao desespero característico da paz da descrença.
  4. DConquanto se haja desesperado, o menino obteve a paz na descrença da perda dos pais.
  5. EEmbora perdesse os pais, o menino se desesperou até que achasse a paz da descrença.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — A paz da descrença foi assumida pelo menino que se desesperara com a perda dos pais.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Coerência e articulação de orações

Gabarito: letra A. A alternativa A articula as três orações com clareza, correção e coerência, respeitando a ordem cronológica e causal dos fatos narrados no texto: o menino perdeu os pais, desesperou-se e, após o desespero, encontrou a paz da descrença. A estrutura "que se desesperara com a perda dos pais" é uma oração adjetiva que contextualiza o sujeito, e o período como um todo expressa que o menino (já desesperado) assumiu a paz. Veja no texto: "De repente me veio uma tranquilidade depois de eu chorar não sei quanto tempo... e veio um sentimento que mais tarde eu defini como 'a paz da descrença'."

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A redação "A paz da descrença foi assumida pelo menino que se desesperara com a perda dos pais" mantém a relação de posterioridade: primeiro o menino perde os pais e se desespera, depois encontra a paz. Não há erro de coerência ou de articulação.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A conjunção "porquanto" indica causa, estabelecendo que o desespero ocorreu por causa de ter encontrado a paz. Isso inverte a ordem causal do texto, em que a paz só surge depois do desespero. Erro: contradiz a relação lógica do texto.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Ao afirmar que o desespero é "característico" da paz da descrença, a alternativa cria uma relação de propriedade ou identidade que não existe no texto. O desespero não é uma característica da paz, mas sim um estado anterior que a paz vem resolver. Erro: confunde relação de sequência com relação de caracterização.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"Conquanto" significa "embora" e introduz uma ideia de contraste ou concessão. No texto, o desespero não contrasta com a paz; ele é o caminho para ela. Além disso, a expressão "na descrença da perda dos pais" é ambígua e altera o sentido de "descrença". Erro: uso inadequado de conjunção concessiva e distorção do significado.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"Embora" também é concessivo e estabelece que o fato de perder os pais é contrastante com o desespero. Mas, no texto, a perda é a causa do desespero, não um obstáculo. O advérbio "até que" indica que o desespero perdurou até a paz, o que é coerente, mas o "embora" corrompe a relação causal. Erro: contradiz a relação de causa e efeito.

Conclusão: Apenas a alternativa A respeita a sequência temporal e causal dos eventos narrados no texto, articulando as três orações de forma clara e coerente.

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