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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2022

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc067692
Banca
FCC
Órgão
TRT - 5ª Região (BA)
Ano
2022
Cargo
Técnico Judiciário - Área Administrativa
Pode-se descrer do juízo de um homem que rasgue dinheiro, não porém do de outro que reparta dinheiro conosco. (2º parágrafo) Depreende-se desse comentário irônico do cronista a seguinte crítica: nós, homens, somos
  1. Ainteresseiros.
  2. Bpreguiçosos.
  3. Cingênuos.
  4. Dcompassivos.
  5. Eindulgentes.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — interesseiros.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Interpretação do comentário irônico de Drummond

Gabarito: letra A. A crítica implícita na frase “Pode-se descrer do juízo de um homem que rasgue dinheiro, não porém do de outro que reparta dinheiro conosco” é a de que somos interesseiros: só duvidamos da sanidade de quem destrói dinheiro, mas aceitamos como sã a loucura de quem nos beneficia. A ironia está em julgar a razão pelo proveito próprio.

Leia o trecho: “Pode-se descrer do juízo de um homem que rasgue dinheiro, não porém do de outro que reparta dinheiro conosco.”

A oposição “rasgue dinheiro” (perda) × “reparta dinheiro conosco” (ganho) mostra que o critério de credibilidade é o interesse pessoal. O cronista denuncia nossa tendência de aceitar qualquer absurdo desde que nos traga benefício material.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O comentário irônico critica exatamente o interesseiro: preferimos acreditar em quem nos dá dinheiro do que em quem o destrói. A palavra “conosco” revela o viés egoísta. Como o texto afirma: “não porém do de outro que reparta dinheiro conosco”.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erro: extrapolação. O texto não associa a credibilidade a preguiça. Juca não é criticado por ser preguiçoso (ele trabalha como carpinteiro), e a crítica do cronista não se dirige a esse traço. Nada no trecho sugere “preguiçosos”.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erro: troca de conceito. A crítica não é sobre ingenuidade. O cronista não diz que somos ingênuos por acreditar; diz que acreditamos porque nos interessa — atitude calculista, não ingênua. A ingênua seria dona Neném, mas a crítica do comentário é sobre a plateia que aceita a história em troca de vantagens.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Erro: generalização indevida. “Compassivos” significaria piedade ou solidariedade, mas o texto mostra aceitação motivada por ganho pessoal, não por compaixão. O próprio Juca promete “distribuir mercês”, não ajuda desinteressada.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Erro: tangenciamento. “Indulgentes” (tolerantes) não é o foco. A aceitação não vem de tolerância, mas de expectativa de lucro. O cronista critica o interesse, não a permissividade.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a sedução de “ingênuos” (C) — o candidato pode pensar que acreditar em promessa é ser ingênuo, mas a ironia aponta para o interesse como motor da crença. Sempre verifique se a alternativa capta a causa (interesse) ou apenas o efeito (crença).

PEGA ESSA DICA!

Grife a oposição “rasgue” × “reparta conosco”. A palavra “conosco” é a chave: indica que o julgamento muda quando o benefício é próprio. Toda ironia tem uma inversão de expectativa — aqui o normal seria desconfiar de ambos, mas o texto ironiza que só desconfiamos de quem não nos dá nada.

Gabarito: letra A.

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