Analista Judiciário - Área Judiciária - Especialidade: Oficial de Justiça Avaliador Federal
Expressão expletiva é uma expressão que não exerce função sintática. (Evanildo Bechara. Moderna gramática portuguesa, 2009. Adaptado.)Verifica-se uma expressão expletiva em:
A“Não deu pra ir mais além. / Mas ninguém tem culpa.” (versos 40 e 41)
B“O escândalo era de praxe. / Mas os danos eram pequenos.” (versos 21 e 22)
C“Sempre alguém tinha uma frase / que deixava aquilo mais ou menos.” (versos 24 e 25)
D“A honra, a terra e o sangue / mandou muita gente praquele lugar.” (versos 31 e 32)
E“1907, digamos, aquilo sim / é que era morrer.” (versos 2 e 3)
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoE — “1907, digamos, aquilo sim / é que era morrer.” (versos 2 e 3)
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Expressão expletiva no poema de Leminski
Gabarito: letra E. A expressão expletiva clássica "é que" aparece nos versos 2-3: "1907, digamos, aquilo sim / é que era morrer." Essa locução não exerce função sintática; serve apenas para realçar/ enfatizar o termo anterior ("aquilo sim"). As demais alternativas contêm elementos que desempenham papéis sintáticos no período.
O comando pede identificar a ocorrência de expressão expletiva, ou seja, um termo que não exerce função sintática, conforme definição de Bechara. Vamos a cada alternativa:
Alternativa A — ❌ Incorreta
"Não deu pra ir mais além. / Mas ninguém tem culpa."
A conjunção "Mas" encabeça uma oração coordenada sindética adversativa, exercendo função de conectivo. As demais palavras têm funções sintáticas claras (sujeito, verbo, complementos). Não há expletivo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"O escândalo era de praxe. / Mas os danos eram pequenos."
Novamente, "Mas" é uma conjunção adversativa com função sintática de conector. Não há expletivo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Sempre alguém tinha uma frase / que deixava aquilo mais ou menos."
O "que" é pronome relativo (função de sujeito ou objeto) – exerce função sintática. "Sempre" e "alguém" têm funções de adjunto adverbial e sujeito, respectivamente. Nenhum expletivo.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"A honra, a terra e o sangue / mandou muita gente praquele lugar."
Aqui "A honra, a terra e o sangue" são sujeitos compostos; "mandou" é verbo; "muita gente" objeto direto. Tudo exerce função sintática. Não há expletivo.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"1907, digamos, aquilo sim / é que era morrer."
A locução "é que" é uma expressão expletiva (também chamada de partícula expletiva ou de realce). Ela não exerce função sintática; simplesmente realça o termo anterior "aquilo sim". O verbo "era" já indica o tempo; "é" aqui não é verbo principal, mas parte da expressão expletiva. Confirmamos com a definição de Bechara: expressão que não exerce função sintática.
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.