Implícito no contraste "Agora a morte tem limites"
Gabarito: letra A. O verso "Agora, a morte tem limites" (v.53) estabelece um contraste implícito com o passado, em que a morte não tinha limites, era plena e absoluta, ou seja, onipotente. O poema descreve a morte antiga como inevitável, varrendo pessoas de todas as formas, sem contenção (vv.1-30). A correta é a única que capta essa ideia de poder ilimitado.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A palavra "onipotente" significa todo-poderoso, sem limites. O texto mostra que, antigamente, a morte era uma certeza, ocorria por qualquer motivo ("Morria-se praticamente de tudo", v.10) e ninguém escapava ("Ninguém vivia pra sempre", v.38). Ao afirmar que hoje a morte tem limites, o autor subentende que antes ela não os tinha, sendo onipotente.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Imprevisível" não se sustenta. O poema enfatiza que a morte era esperada: "todo mundo sabia / que o Juízo, afinal, viria" (vv.7-8). A morte era certa e previsível, não imprevisível. A alternativa contradiz o texto.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Compassiva" não é sugerida. A descrição da morte antiga é neutra ou até festiva ("morrer era um tipo de festa", v.18), mas não há atributo de compaixão. É extrapolação (fora do escopo).
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Enigmática" não encontra apoio. A morte era um fato claro e cotidiano, não um mistério. O texto não a trata como enigma. Fora do escopo.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Desleixada" não se aplica. A morte agia com eficácia, matando por qualquer motivo. Não há ideia de descuido. Fora do escopo.
Conclusão: A resposta correta é letra A, pois o implícito no verso é que a morte antiga era ilimitada em seu poder.