Comparação entre diferentes modalidades de escrita no texto
Gabarito: letra A. A alternativa parafraseia corretamente a comparação que a autora faz entre sua facilidade ao escrever histórias e sua dificuldade com outros tipos de discurso (ensaios, artigos), conforme se lê no trecho: “O fato é que só sei escrever histórias. Se tento escrever um ensaio de crítica ou um artigo sob encomenda para um jornal, a coisa sai bem ruim.” A resposta é uma paráfrase literal do contraste explícito no texto.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A autora afirma que escrever histórias é algo natural e que, quando tenta escrever ensaios ou artigos, o resultado é ruim. A alternativa A capta exatamente essa ideia: a desenvoltura com histórias é muito mais natural do que com outros tipos de discurso. Não há acréscimo ou distorção.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O texto nunca afirma que as histórias absorvem a linguagem dos ensaios. Pelo contrário, a autora diz que ensaios saem ruins e que ela não se importa com o modo dos outros escritores. A alternativa B acrescenta uma relação que não existe, caracterizando extrapolação.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Não há no texto qualquer afirmação de que as histórias “se avizinham de um artigo de jornal” para dizer coisas interessantes sobre o país. A menção ao país é metafórica (“como alguém que está em seu país”), sem vínculo com artigos jornalísticos. A alternativa tangencia o assunto ao misturar elementos que o texto não conecta.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A autora menciona que, entre 5 e 10 anos, imaginava “conquistar países a cavalo”, mas isso era uma dúvida infantil, não uma atividade que ela considerasse tão natural quanto escrever. A alternativa distorce o conceito (troca de ideia): o texto não compara a naturalidade de escrever com a de “reportar conquistas”, e a palavra “reportar” não aparece.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O texto diz que a primeira coisa séria que ela fez foi escrever um conto, mas não afirma que ela se “consagrou com a invenção de novos gêneros literários”. Pelo contrário, ela afirma que só sabe escrever histórias e que não se importa com o modo dos outros. A alternativa extrapola ao inventar uma carreira de invenção de gêneros que o texto não sustenta.
Conclusão: A única alternativa que o texto autoriza integralmente é a A, pois parafraseia o contraste central entre a facilidade com histórias e a dificuldade com outros discursos.