Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2022
- Código
- fc068266
- Banca
- FCC
- Órgão
- TRT - 14ª Região (RO e AC)
- Ano
- 2022
- Aconsequência.
- Bcausa.
- Cfinalidade.
- Dcondição.
- Ecomparação.
GabaritoA — consequência.
Gabarito: letra A. A conjunção "que", na estrutura "tanta... que", introduz uma consequência (ou resultado) do fato de o Amazonas despejar enorme quantidade de água doce. Como se lê no 2º parágrafo:
"Mas o Amazonas despeja tanta água doce no Atlântico que a salinidade é próxima a zero em seu delta e por dezenas de quilômetros ao longo da costa na direção norte"
A correlação "tanto(a)... que" é uma das principais marcas da oração subordinada adverbial consecutiva, em que a primeira parte expressa uma intensidade e a segunda, o efeito dessa intensidade.
"Que" liga a ideia de grande volume de água doce (causa) ao resultado: salinidade próxima de zero. É uma consequência direta.
Embora haja relação de causa e efeito entre as ideias, a conjunção "que" não marca a causa — quem faz esse papel é a oração anterior ("despeja tanta água..."). A conjunção aponta para o efeito, não para a causa.
A conjunção não expressa finalidade (propósito). O trecho não diz "para que a salinidade seja próxima de zero", mas sim que isso ocorre como resultado.
Não há condição ("se"). A estrutura é factual: a água doce é despejada e, em consequência, a salinidade fica baixa.
Não se trata de comparação. A expressão "tanta... que" é consecutiva, não comparativa. Comparação seria "tanto... quanto" ou "como".
A banca explora a confusão entre causa e consequência. O candidato pode achar que, por haver uma relação de causa e efeito, a conjunção que introduz o efeito seria causal. Na verdade, o conector "que" (precedido de "tanto") é consecutivo: indica o resultado.
Gabarito: letra A.
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