Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2022
- Código
- fc068315
- Banca
- FCC
- Órgão
- TRT - 17ª Região (ES)
- Ano
- 2022
- Ade que amamos cultuar.
- Bcujo mantemos vivo.
- Conde nos orgulhamos.
- Dde que não abrimos mão.
- Eao qual nos envaidecemos.
GabaritoD — de que não abrimos mão.
Gabarito: letra D. A expressão original "que gostamos de preservar" pode ser substituída por "de que não abrimos mão" sem prejuízo gramatical e com sentido equivalente. A chave para a questão é a regência do verbo em cada alternativa: o pronome relativo deve ser precedido da preposição exigida pelo verbo (ou locução verbal) da oração subordinada.
A frase original é "Todos nós temos um traço romântico que gostamos de preservar". O verbo "gostar" exige a preposição "de"; o pronome "que" retoma "traço romântico" e funciona como objeto indireto de "gostar" + objeto direto de "preservar" (construção "gostar de + preservar algo"). Para manter a correção, a nova locução deve também reger a preposição "de".
"de que amamos cultuar" – O verbo "amar" é transitivo direto (ama-se algo, sem preposição). Portanto, o correto seria "que amamos cultuar", não "de que". Além disso, "amar cultuar" soa estranho; o verbo "cultuar" também é transitivo direto. Erro de regência: trocou-se a preposição indevidamente.
"cujo mantemos vivo" – O pronome relativo "cujo" exige a presença de um substantivo após ele, estabelecendo ideia de posse (ex.: "cujo traço mantemos vivo"). Na frase, "cujo" aparece sozinho, sem substantivo, o que torna a construção agramatical. Além disso, o verbo "manter" é transitivo direto (mantém-se algo), e "vivo" é predicativo do objeto. A substituição não mantém a estrutura sintática original.
"onde nos orgulhamos" – O advérbio pronominal "onde" só é adequado para indicar lugar físico ou, em sentido figurado, âmbito espacial. O traço romântico não é um lugar. Além disso, o verbo "orgulhar-se" rege a preposição "de" (orgulhar-se de algo); deveria ser "de que nos orgulhamos". Portanto, duplo erro: uso indevido de "onde" e preposição inadequada.
"de que não abrimos mão" – A locução "abrir mão" exige a preposição "de" (abrir mão de algo). O pronome "que" retoma "traço romântico" e, com a preposição "de", forma o complemento correto: "do qual não abrimos mão". O sentido é equivalente ao original: "gostar de preservar" implica não querer perder, ou seja, não abrir mão. A construção está gramaticalmente perfeita e mantém a ideia.
"ao qual nos envaidecemos" – O verbo "envaidecer-se" rege a preposição "de" (envaidecer-se de algo). O uso de "ao qual" (preposição "a") é inadequado. O correto seria "de que nos envaidecemos" ou "do qual nos envaidecemos". Erro de regência.
A banca explora a regência de verbos e locuções verbais. Muitas alternativas parecem fazer sentido no contexto, mas falham na preposição exigida. A opção correta é a única que respeita a regência e mantém a coesão.
Gabarito: letra D.
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