Em contraponto à radicalidade sobre a pena de morte
Gabarito: letra D. O autor contrapõe a radicalidade de posições ao lembrar a fragilidade dos valores morais que vigem na modernidade – tese central do texto, explicitada nas incertezas éticas e perplexidades que cercam a execução de um condenado. Como se lê:
“é difícil celebrar o triunfo de uma moral tecida de perplexidades” e “o dito progresso é, de fato, um corolário das incertezas éticas da nossa cultura.”
O autor demonstra que, na modernidade, os cidadãos são a fonte da autoridade moral, o que gera dúvidas e vergonha, ao contrário das sociedades tradicionais em que a punição era celebrada. A alternativa D capta essa fragilidade moral.
Alternativa A — ❌ Incorreta
A irreversibilidade jurídica da pena de morte não é mencionada no texto. O autor não discute aspectos processuais ou jurídicos, mas sim a responsabilidade moral dos cidadãos. A alternativa extrapola ao introduzir um tema ausente.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O texto afirma o oposto: não há moralidade assegurada, mas sim “perplexidades” e “incertezas éticas”. A alternativa contradiz o texto ao sugerir uma segurança moral que o autor nega.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Embora o texto fale em “mil dúvidas”, não se refere à impossibilidade de determinar as últimas consequências da pena de morte. O foco é a perplexidade moral, não uma previsão de consequências. A alternativa tangencia o tema sem amparo textual.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Como demonstrado, o texto destaca repetidamente a fragilidade dos valores morais modernos: “moral tecida de perplexidades”, “incertezas éticas”, “vergonha” das execuções. É a única alternativa integralmente sustentada.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O texto não menciona fixar-se em um valor ético já consolidado – pelo contrário, mostra que a modernidade não tem uma moral consolidada. A alternativa foge ao tema central.
Gabarito: letra D.