Quando acordados, somos seres ativos, racionais, ávidos por tentar obter o que desejamos e prontos a defender-nos contra qualquer ataque.Considerado o contexto, o elemento sublinhado exerce a mesma função sintática que o também sublinhado em:
ATodos sonhamos: não entendemos nossos sonhos.
Bentão esta verdade é um triste comentário à sabedoria do homem moderno.
Ce no entanto agimos como se de nada estranho corresse em nossas mentes adormecidas.
DImagina-se que tudo seja conhecido − senão por nós, por algum especialista.
Eorgulhamo-nos de nosso “realismo”.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoA — Todos sonhamos: não entendemos nossos sonhos.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Função sintática de "o que" como objeto direto
Gabarito: letra A. No trecho do texto, a expressão "ávidos por tentar obter o que desejamos" contém o pronome relativo "o que" exercendo a função de objeto direto do verbo "desejamos". Essa mesma função é desempenhada por "nossos sonhos" na alternativa A, que é o objeto direto de "entendemos".
Do texto: "...ávidos por tentar obter o que desejamos..." Da alternativa A: "não entendemos nossos sonhos"
A questão pede que se identifique, nas alternativas, o trecho sublinhado (que, no enunciado original, é "o que") cuja função sintática seja idêntica à do sublinhado no fragmento do texto (também "o que"). Ambas são objeto direto.
Alternativa A — ✅ Correta
“não entendemos nossos sonhos”
O termo sublinhado “nossos sonhos” funciona como objeto direto do verbo “entendemos” – exatamente como “o que” funciona em relação a “desejamos”.
Alternativa B — ❌ Incorreta
“um triste comentário à sabedoria do homem moderno”
O termo sublinhado “à sabedoria” é um complemento nominal do substantivo “comentário”, e não objeto direto. Incide em troca de conceito.
Alternativa C — ❌ Incorreta
“corresse em nossas mentes adormecidas”
“Em nossas mentes” exerce a função de adjunto adverbial de lugar, e não de objeto direto. Item fora do escopo.
Alternativa D — ❌ Incorreta
“tudo seja conhecido”
“Conhecido” é predicativo do sujeito (após o verbo “seja”), e não objeto direto. Troca de conceito.
Alternativa E — ❌ Incorreta
“orgulhamo-nos de nosso “realismo””
“De nosso realismo” é objeto indireto (complemento verbal regido pela preposição “de”), e não objeto direto. Troca de conceito.
Conclusão: Apenas a alternativa A apresenta um termo com a mesma função sintática do termo sublinhado no texto – ambos objeto direto.
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.