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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2022

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc068366
Banca
FCC
Órgão
TRT - 22ª Região (PI)
Ano
2022
A figura de linguagem predominante no verso "O rio de minha terra é um deus estranho” é a
  1. Ametáfora.
  2. Bhipérbole.
  3. Ccomparação.
  4. Dpersonificação.
  5. Emetonímia.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — metáfora.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Figura de linguagem: metáfora no verso

Gabarito: letra A. O verso "O rio de minha terra é um deus estranho" estabelece uma comparação implícita entre o rio e um deus, sem utilizar conectivos como "como" ou "tal qual". Isso caracteriza a metáfora (figura de palavra que substitui um termo por outro com base em relação de semelhança). Embora o poema inteiro personifique o rio (ele "tem braços", "caminha", "destruiu"), o verso em questão não atribui ações humanas, mas sim uma identidade divina — logo, não é personificação.

"O rio de minha terra é um deus estranho" — a estrutura copulativa "é" cria uma identificação direta, sem mediação comparativa explícita.

1Metáfora (✅)
Comparação implícita
Sem conectivo ("é")
Identidade direta
2Personificação (❌)
Ação humana
Ausente no verso
3Comparação (❌)
Conectivo ("como")
Ausente no verso
4Hipérbole (❌)
Exagero intencional
Não predominante
5Metonímia (❌)
Substituição por contiguidade
Não por semelhança
Figuras de linguagem
LEVELsoulevel.com.br
Figuras de linguagem: Metáfora (✅) (Comparação implícita, Sem conectivo ("é"), Identidade direta); Personificação (❌) (Ação humana, Ausente no verso); Comparação (❌) (Conectivo ("como"), Ausente no verso); Hipérbole (❌) (Exagero intencional, Não predominante); Metonímia (❌) (Substituição por contiguidade, Não por semelhança)

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Metáfora: comparação implícita. O verso afirma que o rio é um deus, equiparando-os sem conectivo. Perfeito exemplo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Hipérbole (exagero): embora chamar o rio de "deus" soe exagerado, a intenção não é hiperbólica, mas metafórica — o poema não visa exagerar, sim expressar a natureza estranha e poderosa do rio. A hipérbole não é a figura predominante no verso.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Comparação (símile): exigiria um conectivo (como, tal qual, assim como). O verso não traz "como um deus", e sim "é um deus". Portanto, é metáfora, não comparação.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Personificação (prosopopeia): consiste em atribuir ações ou sentimentos humanos a seres inanimados. No verso, não há ação humana; há atribuição de uma identidade (ser deus). Outros versos personificam o rio ("subir", "deixou", "destruiu"), mas no verso isolado a figura é metafórica.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Metonímia: substitui um termo por outro com relação de proximidade (autor pela obra, causa pelo efeito). Aqui não há substituição por contiguidade, e sim por semelhança — clássica metáfora.

PEGA ESSA DICA!

Para distinguir metáfora de personificação, pergunte: o termo substituído é uma qualidade/ser (metáfora) ou uma ação humana (personificação)? Neste verso, "deus" é um ser, não uma ação.

Conclusão: A única figura que se encaixa sem forçar o sentido é a metáfora, confirmada pela estrutura do verso.

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