Contraste expressivo na crônica de Rubem Braga
Gabarito: letra D. O cronista aponta o contraste entre a paralisia dos retratos (presos no passado, "cansados de estar mortos", "não chupam uma só jabuticaba") e o simples prazer de desfrutar a fruta, que eles não experimentam há décadas. A passagem decisiva está no último período do texto: "e tão cansados e enfadados que há mais de sessenta anos não chupam uma só jabuticaba, sequer uma."
Alternativa A — ❌ Incorreta
O voo das maritacas e o samba são eventos narrados, mas não constituem o contraste principal que o cronista considera. A alternativa extrapola ao sugerir que essa seja a oposição central.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O florescimento das árvores e o voo do beija-flor são elementos da descrição do ambiente, não formam um contraste expressivo destacado pelo autor.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A rigidez dos retratados e a pintura a óleo estão textualmente associadas ("hirtos dentro de suas molduras, pintados a óleo"), mas o contraste não é entre esses dois; eles são parte da mesma condição. A alternativa confunde descrição com contraste.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Exatamente o que o texto expressa: os retratos estão imóveis, "cansados de estar casados, cansados de estar mortos...", e há mais de sessenta anos "não chupam uma só jabuticaba". O contraste entre a estagnação do passado e a impossibilidade de desfrutar o presente (simbolizado pela jabuticaba) é o cerne da reflexão do cronista.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Embora o texto mencione o tédio ("cansados de estar casados") e a incomunicabilidade ("não se olham"), a alternativa troca o contraste principal. O contraste pedido é entre a paralisia do passado e a falta de desfrute (jabuticaba), não entre tédio e incomunicabilidade, que são aspectos da mesma condição.
Gabarito: letra D