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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2022

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc068520
Banca
FCC
Órgão
TRT - 5ª Região (BA)
Ano
2022
O narrador dirige-se explicitamente a seus leitores no seguinte trecho:
  1. AO ferro ao pescoço era aplicado aos escravos fujões. Imaginai uma coleira grossa, com a haste grossa também, à direita ou à esquerda, até ao alto da cabeça e fechada atrás com chave. (2º parágrafo)
  2. BNão cito alguns aparelhos senão por se ligarem a certo ofício. Um deles era o ferro ao pescoço; outro, o ferro ao pé. (1º parágrafo)
  3. CEra grotesca tal máscara, mas a ordem social e humana nem sempre se alcança sem o grotesco, e alguma vez o cruel. Os funileiros as tinham penduradas, à venda, na porta das lojas. (1º parágrafo)
  4. DPesava, naturalmente, mas era menos castigo que sinal. Escravo que fugia assim, onde quer que andasse, mostrava um reincidente, e com pouco era pegado. (2º parágrafo)
  5. EQuem perdia um escravo por fuga dava algum dinheiro a quem lho levasse. Punha anúncios nas folhas públicas, com os sinais do fugido, o nome, a roupa, o defeito físico, se o tinha, o bairro por onde andava e a quantia de gratificação. (4º parágrafo)
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GabaritoA — O ferro ao pescoço era aplicado aos escravos fujões. Imaginai uma coleira grossa, com a haste grossa também, à direita ou à esquerda, até ao alto da cabeça e fechada atrás com chave. (2º parágrafo)

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Direção ao Leitor no Texto de Machado de Assis

Gabarito: letra A. O único trecho em que o narrador se dirige explicitamente ao leitor é a alternativa A, pelo uso do imperativo "imaginai", que convoca o leitor a visualizar a cena. As demais opções mantêm a narração em terceira pessoa, sem interpelação direta.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"O ferro ao pescoço era aplicado aos escravos fujões. Imaginai uma coleira grossa..."

O verbo "imaginai" (do imperativo afirmativo, segunda pessoa do plural) é uma marca explícita de interlocução: o narrador fala diretamente com o leitor, pedindo-lhe que imagine o objeto descrito. Isso configura o que a questão pede: "dirige-se explicitamente a seus leitores".

Alternativa B — ❌ Incorreta

"Não cito alguns aparelhos senão por se ligarem a certo ofício."

Aqui o narrador fala em primeira pessoa ("cito"), mas não se dirige ao leitor com um chamamento ou imperativo. É uma explicação sobre sua própria escolha narrativa, sem interpelação direta.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"Era grotesca tal máscara, mas a ordem social e humana nem sempre se alcança sem o grotesco..."

Trata-se de uma reflexão do narrador em terceira pessoa, sem qualquer vocativo ou forma verbal que indique endereçamento ao leitor.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"Pesava, naturalmente, mas era menos castigo que sinal. Escravo que fugia assim..."

Narração objetiva, sem marcas de interlocução. O trecho informa sobre o peso e a função do ferro, mas não invoca o leitor.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"Quem perdia um escravo por fuga dava algum dinheiro a quem lho levasse."

Descrição de um costume social em terceira pessoa. Não há pronome ou verbo que aponte para o leitor.

💡 Dica: Em questões que pedem "dirige-se ao leitor", procure imperativos (imaginai, vede, notai) ou vocativos (leitor, amigo). O uso do verbo no modo imperativo é o principal sinal de interpelação direta no texto literário.

Gabarito: letra A.

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