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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2023

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc068651
Banca
FCC
Órgão
Copergás - PE
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Analista Sistemas
Depreende-se do poema
  1. Ao enaltecimento da modernização.
  2. Bo desencanto com o progresso.
  3. Ca crítica ao provincianismo.
  4. Da frustração com o passado.
  5. Ea exaltação do presente.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — o desencanto com o progresso.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Desencanto com o progresso no poema de Manuel Bandeira

Gabarito: letra B. O poema expressa uma clara nostalgia do passado e uma visão negativa das transformações modernas, o que configura desencanto com o progresso. O eu lírico afirma explicitamente que sente falta do Recife de sua infância, "não como és hoje, mas como eras na minha infância", e valoriza aspectos pré-modernização: "quando as crianças brincavam no meio da rua (não havia ainda automóveis)".

"Não como és hoje, / Mas como eras na minha infância, / Quando as crianças brincavam no meio da rua / (Não havia ainda automóveis)"

A menção aos automóveis e à urbanização é feita como contraponto negativo, indicando que o progresso trouxe perdas. O verso "continuavas província, Recife" também tem tom afetivo, não crítico. A banca pede que se depreenda (infira) a partir do texto, e a única alternativa inteiramente amparada é a B.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Enaltecimento da modernização — O texto não exalta o moderno; ao contrário, lamenta as mudanças. A ausência de automóveis é descrita com saudade, não com alívio.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Desencanto com o progresso — O eu lírico mostra insatisfação com o Recife atual (modernizado) e apego ao passado simples. A oposição entre o "hoje" (com carros, urbanização) e o "antes" (brincadeiras na rua, conversas nas calçadas) revela desencanto.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Crítica ao provincianismo — O termo "província" é usado com carinho, não como crítica. O poeta diz "continuavas província, Recife" entre parênteses, como se isso fosse positivo, sinônimo de simplicidade e convívio.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Frustração com o passado — Não há frustração; há saudade e nostalgia. O eu lírico afirma que sentia o Recife dentro de si "todos os dias", indicando afeto, não frustração.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Exaltação do presente — O presente é rejeitado em favor do passado. O verso "Não como és hoje" deixa claro que o hoje não é exaltado.


NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta fazer o candidato interpretar "província" como pejorativo, mas o contexto mostra afeto. Erros comuns: tomar "frustração" como sinônimo de nostalgia, ou achar que a lembrança do passado implica exaltação do presente.

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