Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2023
- Código
- fc069193
- Banca
- FCC
- Órgão
- MPE-PB
- Ano
- 2023
- Nível
- Médio
- Cargo
- Técnico Ministerial - Sem Especialidade
- Auma faca.
- Bum caixão.
- Cum túmulo.
- Dum fantasma.
- Euma carne.
GabaritoA — uma faca.
Gabarito: A. O eu lírico compara explicitamente o frio a uma faca, como se lê nos versos: “Cortava assim como em carniçaria / O aço das facas incisivas corta!”. A comparação direta entre a ação do frio e o corte de uma faca é inequívoca.
A questão é de COMPREENSÃO (recorrência ao texto): basta localizar a passagem que estabelece a comparação. Nenhuma inferência é necessária; o texto diz exatamente com o que o frio se assemelha.
“Cortava assim como em carniçaria / O aço das facas incisivas corta!”
O termo “assim como” instaura a comparação: o frio corta tal qual uma faca. A alternativa parafraseia corretamente o símile.
O “velho caixão” aparece no final do poema, mas não como termo de comparação para o frio. O eu lírico se compara a um “velho caixão a carregar destroços”, não o frio. A alternativa TANGENCIA o texto: mistura elementos sem relação com a pergunta.
“Túmulos” é mencionado no primeiro verso (“Por trás dos ermos túmulos”), mas como cenário, não como comparação ao frio. A alternativa confunde o local onde o eu lírico se refugia com o objeto da comparação – ERRO DE TROCA DE REFERENTE.
O poema abre com “Como um fantasma que se refugia…”, comparando o eu lírico a um fantasma, não o frio. A alternativa ACRESCENTA UMA COMPARAÇÃO que o texto não faz para o frio – EXTRAPOLA o conteúdo.
O verso “Não era esse que a carne nos conforta” diz que o frio não era o que conforta a carne, mas não compara o frio à carne. A alternativa INVERTE a relação: o frio é comparado ao aço das facas, não à carne. CONTRADIZ O TEXTO.
Conclusão: A única comparação direta do frio no poema é com uma faca (estrofe 2, versos 3-4). Portanto, Gabarito: letra A.
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