Oposição entre Trabalho e Consumo – Interpretação de Oposições no Texto
Gabarito: letra A. A única oposição explícita e recorrente no texto é entre trabalho e consumo, conforme se vê já no primeiro parágrafo: 'Estamos acostumados a considerar o trabalho como algo a que nos sujeitamos... ao passo que o consumo é tomado como a esfera por excelência da livre escolha' (grifo meu). O conectivo 'ao passo que' sinaliza o contraste. A oposição é reforçada no final: 'Servo impessoal no ganho, livre e soberano no gasto' – 'ganho' remete ao trabalho, 'gasto' ao consumo.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O texto opõe sistematicamente o mundo do trabalho (visto como sacrifício, necessidade, não escolha) ao mundo do consumo (visto como liberdade, identidade, escolha). A passagem central comprova:
'Estamos acostumados a considerar o trabalho como algo a que nos sujeitamos... ao passo que o consumo é tomado como a esfera por excelência da livre escolha.'
Portanto, a alternativa A capta exatamente essa oposição.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O autor não opõe trabalho e sacrifício; ele diz que o trabalho é considerado um sacrifício. Sacrifício é um atributo do trabalho, não seu oposto. A oposição verdadeira é trabalho-consumo, não trabalho-sacrifício. Erro: troca de conceito (atributo por oposto).
Alternativa C — ❌ Incorreta
'Cobiça e dinheiro' aparecem juntos no início ('Desespero, precisão ou cobiça... o dinheiro nos incita...'), mas não há oposição entre eles; são elementos listados como motivações. Erro: fora do escopo (a alternativa fala de algo que não é oposição no texto).
Alternativa D — ❌ Incorreta
O texto associa consumo e liberdade, não os opõe. 'Consumo é tomado como a esfera por excelência da livre escolha' – são apresentados como equivalentes, não contrários. Erro: fora do escopo.
Alternativa E — ❌ Incorreta
'Sacrifício e frustração' são consequências ou sensações ligadas ao trabalho, mas o texto não as opõe entre si. A oposição central está entre trabalho e consumo, não entre sensações negativas. Erro: fora do escopo.
Conclusão: A alternativa A é a única que nomeia os dois polos que o texto deliberadamente contrasta: o trabalho (necessidade, sacrifício) versus o consumo (liberdade, identidade).