A enfermidade moral do Ocidente — interpretação da tese do autor
Gabarito: letra C. O autor afirma que a enfermidade do Ocidente é moral e, ao desenvolver essa ideia, aponta que as razões estão no vazio individual, no hedonismo e no niilismo que corroem a alma moderna, como se lê no trecho: “a verdadeira e mais profunda discórdia está na alma de cada um […] O hedonismo do Ocidente é a outra face do seu desespero; o seu ceticismo não é uma sabedoria, e sim uma renúncia; o seu niilismo desemboca no suicídio”.
Alternativa A — ❌ Incorreta
“O lugar vazio deixado pelo cristianismo nas almas modernas não foi ocupado pela filosofia, mas pelas superstições e interesses mais grosseiros.”
O texto não defende o cristianismo como caminho de superação; ao contrário, constata que seu lugar foi ocupado por superstições. A alternativa extrapola ao atribuir ao autor uma identificação com visões que o texto não sustenta.
Alternativa B — ❌ Incorreta
“É verdade que os problemas econômicos são graves e não foram resolvidos. […] Vastos grupos […] seguem sendo ou sentindo-se excluídos.”
O autor reconhece explicitamente a existência de problemas sociais e econômicos, portanto não os negligencia. A alternativa contradiz o texto.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
“a verdadeira e mais profunda discórdia está na alma de cada um […] O hedonismo do Ocidente é a outra face do seu desespero; […] o seu niilismo desemboca no suicídio.”
O texto associa a doença moral ao vazio interior, ao hedonismo (prazer sem temperança) e ao niilismo (falta de sentido), exatamente como descrito na alternativa. É uma paráfrase correta da tese central.
Alternativa D — ❌ Incorreta
“O lugar vazio deixado pelo cristianismo nas almas modernas não foi ocupado pela filosofia, mas pelas superstições e interesses mais grosseiros.”
O autor nega que a filosofia tenha ocupado esse lugar. A alternativa inverte o sentido, contradizendo a afirmação explícita.
Alternativa E — ❌ Incorreta
“Nosso erotismo é uma técnica, não mais uma arte ou uma paixão.”
O texto critica a redução do erotismo a técnica, não os “excessos da arte erótica”. Além disso, não menciona “isolamento do espírito”. A alternativa extrapola e distorce o conteúdo.
Conclusão: A única alternativa plenamente sustentada pelo texto é a letra C.