Concomitância entre paisagem externa e alma
Gabarito: letra E. A passagem que expressa a mesma concomitância entre o externo (paisagem) e o interno (alma) é a despedida do autor do mar noturno, invisível e trágico (simbólico da alma) e do mar cheio de luz (paisagem concreta), conforme o final do texto.
O cronista afirma que as janelas lhe dão acesso tanto à paisagem externa como à sua própria alma, e essa ideia ecoa quando ele se despede de dois mares: um noturno e invisível (interior) e outro iluminado (exterior). O texto diz: "Dou adeus para o meu mar noturno, invisível e trágico, e adeus para este mar cheio de luz."
Alternativa A — ❌ Incorreta
A enumeração dos componentes da paisagem (telhados, amendoeiras, etc.) refere-se apenas ao externo; não há menção à alma ou ao interior. Erro: fora_do_escopo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A afirmação de que o escritor precisa de instrumentos e janela diz respeito ao ofício, não à concomitância entre externo e interno. Erro: fora_do_escopo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Na infância, o autor se sentia parte da paisagem, mas isso não expressa a dupla via (externa e alma); além disso, ele dispensava as janelas, o que é contrário ao ponto principal. Erro: fora_do_escopo.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Lembrar-se do canto da água e do azul do céu é apenas memória sensorial externa, sem alusão ao eu interior. Erro: fora_do_escopo.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A despedida do "mar noturno, invisível e trágico" (plano interior, da alma) e do "mar cheio de luz" (plano exterior, visível) materializa a concomitância exata que o autor atribui às janelas: acesso simultâneo ao externo e ao interno.
Conclusão: A resposta é a letra E, pois é a única alternativa que reflete a dualidade paisagem/alma presente na reflexão sobre as janelas.