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Questão de Português — Morfologia - Verbos — FCC 2023

PortuguêsMorfologia - Verbos
Código
fc069802
Banca
FCC
Órgão
TRT - 15ª Região (SP)
Ano
2023
Nível
Médio
Cargo
Técnico Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade Enfermagem do Trabalho
é no blefe que o pôquer deixa de ser um jogo de azar.O uso do termo “que”, tendo em vista a sua relação com a forma verbal “é”, produz no trecho um efeito de
  1. Anegação.
  2. Bambiguidade.
  3. Ccontraste.
  4. Drealce.
  5. Eironia.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — realce.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Efeito da estrutura "é... que" no trecho

Gabarito: letra D — realce. A construção "é no blefe que o pôquer deixa de ser um jogo de azar" é um exemplo clássico de clivagem (cleft sentence), cuja única função é destacar (realçar) o termo "no blefe". No texto, o autor opina que é justamente no blefe que o pôquer se transforma em jogo de talento, e não em outro momento. A forma "é... que" não altera o sentido básico da frase; apenas dá ênfase ao constituinte intercalado.

Trecho original: "Há quem diga que ganhar com um blefe supera ganhar com boas cartas e que é no blefe que o pôquer deixa de ser um jogo de azar, e portanto de acaso, e se torna um jogo de talento."

A banca pergunta o efeito dessa estrutura. Fora do contexto, poderíamos pensar em outras funções do "que" (conjunção integrante, pronome relativo, etc.), mas aqui o "que" é partícula expletiva ou de realce, exigida pela ênfase.

1Função: realce (clivagem)
Destaca o termo intercalado
Não altera o sentido básico
Partícula expletiva / de realce
2Teste: retirar "é que"
Frase mantém sentido
Ex.: "no blefe o pôquer deixa de ser..."
3Não é
Negação
Ambiguidade
Contraste
Ironia
Estrutura "é... que"
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Estrutura "é... que": Função: realce (clivagem) (Destaca o termo intercalado, Não altera o sentido básico, Partícula expletiva / de realce); Teste: retirar "é que" (Frase mantém sentido, Ex.: "no blefe o pôquer deixa de ser..."); Não é (Negação, Ambiguidade, Contraste, Ironia)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Negação: A frase é afirmativa, não há negação. O "é... que" não inverte nem nega o predicado; apenas foca um elemento.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Ambiguidade: Não há duplo sentido. A estrutura é inequívoca: o realce recai sobre "no blefe".

Alternativa C — ❌ Incorreta

Contraste: Não há oposição entre dois termos. O texto não compara duas ideias com "mas" ou "porém"; apenas destaca uma circunstância.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Realce: Exato. O efeito é de ênfase, destacando o local ("no blefe") onde a transformação ocorre. Em gramática tradicional, chama-se partícula expletiva ou de realce, que reforça o termo sem alterar o sentido lógico.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Ironia: Não há intenção irônica. O texto é descritivo sobre a opinião de alguns jogadores; o tom é neutro.

PEGA ESSA DICA!

Ao encontrar estruturas "é... que" ou "foi... que" em provas, desconfie de realce. Para testar, retire o "é que": a frase fica gramatical e com o mesmo sentido básico ("no blefe o pôquer deixa de ser um jogo de azar"). Se isso ocorrer, é realce.

Gabarito: letra D

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