Tráfico de entorpecentes — Inafiançabilidade e responsabilidade
Gabarito: letra E. O crime de tráfico ilícito de entorpecentes é considerado inafiançável e insuscetível de graça ou anistia pela Constituição Federal. Além do executor, respondem também o mandante e aquele que, podendo evitar o crime, se omitiu, conforme o art. 5º, XLIII, da CF.
A questão cobra a literalidade do dispositivo constitucional que trata de crimes hediondos e equiparados. O tráfico de drogas é equiparado a hediondo e, por isso, sujeita-se às mesmas restrições.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o crime é afiançável e insuscetível de graça ou anistia, respondendo apenas Ronaldo. Erro duplo: o crime é inafiançável (art. 5º, XLIII) e o mandante Luís também responde.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que é inafiançável, mas suscetível de graça ou anistia, respondendo apenas Ronaldo e Luís. Erro: o tráfico é insuscetível de graça ou anistia, e a omissiva Carolina também é responsável.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia, mas apenas Ronaldo e Luís respondem. Falta Carolina, que podia ter evitado o crime e se omitiu.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Diz que é afiançável e suscetível de graça ou anistia, com todos os três respondendo. Erro total: o crime é inafiançável e insuscetível.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Correta em todos os aspectos: inafiançável, insuscetível de graça ou anistia, e responsabilidade de Ronaldo (executor), Luís (mandante) e Carolina (omissiva).
🎯 Pegadinha: A banca pode tentar confundir o candidato com a inclusão ou exclusão da figura do omissivo (Carolina) ou com a possibilidade de graça/anistia. Lembre-se: o art. 5º, XLIII, é expresso ao incluir "os que, podendo evitá-los, se omitirem".
Gabarito: letra E.