A expressão sublinhada deve sua flexão ao verbo em negrito em:
AÀquela época eu tinha doze anos e Belonísia se aproximava dos onze.
Bentão as coisas que minha avó falava não faziam sentido.
COlhávamos uma para a outra e nos deixávamos caçoar pela desordem que se instaurou nos falares de Donana.
DNuma manhã, Donana acordou me chamando de Carmelita, dizendo que iria dar um jeito em tudo.
EEm seus pensamentos, Fusco havia se tornado uma onça, pedia para que tivéssemos cuidado.
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GabaritoD — Numa manhã, Donana acordou me chamando de Carmelita, dizendo que iria dar um jeito em tudo.
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Flexão de pronome determinada pelo verbo
Gabarito: letra D. A única alternativa em que a flexão (forma) do termo sublinhado é diretamente determinada pelo verbo em negrito é a D, pois o pronome oblíquo “me” (objeto direto) é exigido pelo verbo “chamando”, que é transitivo direto. Nas demais, a flexão do termo sublinhado deve-se a outros fatores (gênero/número do substantivo, concordância com o sujeito etc.).
A questão da FCC cobra conhecimento de regência verbal: o verbo rege o caso do pronome. O termo sublinhado em cada alternativa é uma expressão cuja forma (flexão de caso, gênero ou número) supostamente depende de um verbo destacado em negrito. Identificamos qual verbo rege diretamente a flexão.
Alternativa A — ❌ Incorreta
“Àquela época eu tinha doze anos e Belonísia se aproximava dos onze.”
A expressão sublinhada “àquela época” tem a forma feminina “aquela” por concordar com o substantivo “época”, não por influência do verbo “tinha”. O verbo “ter” aqui é transitivo direto, mas seu objeto é “doze anos”; a expressão sublinhada é adjunto adverbial de tempo, cuja flexão é independente do verbo.
Erro: confundir concordância nominal com regência verbal.
Alternativa B — ❌ Incorreta
“então as coisas que minha avó falava não faziam sentido.”
A expressão “as coisas” (feminino plural) está no plural porque nomeia múltiplos objetos, não por regência do verbo “falava”. O verbo “falava” concorda em número/pessoa com o sujeito “minha avó” (3ª singular), mas a forma do termo sublinhado é inerente ao substantivo.
Erro: atribuir ao verbo uma determinação que na verdade é do substantivo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
“Olhávamos uma para a outra e nos deixávamos caçoar pela desordem que se instaurou nos falares de Donana.”
A expressão “a desordem” tem artigo e substantivo femininos; sua flexão de gênero/número é própria do substantivo, não determinada pelo verbo “instaurou”. O verbo concorda com o sujeito “desordem” (3ª singular), mas não rege a forma do termo sublinhado.
Erro: confundir concordância verbal com regência.
Alternativa D — ✅ Correta
“Numa manhã, Donana acordou me chamando de Carmelita, dizendo que iria dar um jeito em tudo.”
A expressão sublinhada “me” é um pronome oblíquo átono na forma de objeto direto. O verbo “chamando” (gerúndio de “chamar”) é transitivo direto e rege o pronome “me” (e não “lhe” ou “mim”). A forma do pronome é determinada pela regência do verbo. O verbo em negrito “acordou” não é o que rege “me”, mas está no comando da oração; contudo, a questão claramente aponta para o verbo que determina a flexão, e “chamando” (implícito pela estrutura) é o regente. A banca considera que “acordou” é o verbo principal e o gerúndio “chamando” está a ele subordinado, mas a regência do pronome “me” é exercida pelo verbo “chamar” (na forma de gerúndio). Assim, a flexão do pronome depende do verbo “chamar”.
PEGA ESSA DICA!
No estudo de regência, lembre-se de que verbos como “chamar” (no sentido de denominar) pedem objeto direto; portanto, usam-se os pronomes “o, a, me, te” etc.
Alternativa E — ❌ Incorreta
“Em seus pensamentos, Fusco havia se tornado uma onça, pedia para que tivéssemos cuidado.”
A expressão “uma onça” tem artigo e substantivo femininos; seu gênero é inerente ao substantivo “onça”, não é determinado pelo verbo “tornar-se”. O verbo “tornar-se” é pronominal e predicativo, mas a forma do predicativo (“uma onça”) concorda com o sujeito por concordância nominal, não por regência verbal.
Erro: confundir concordância nominal com regência.
Conclusão: Somente na alternativa D o termo sublinhado (o pronome “me”) tem sua flexão (caso oblíquo) determinada pela regência do verbo (chamar). Portanto, Gabarito: letra D.
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.