“Expressão expletiva é uma expressão que não exerce função sintática”. (Evanildo Bechara. Moderna gramática portuguesa, 2009. Adaptado)Constitui uma expressão expletiva a expressão sublinhada em:
AEnfim, o padre tomara uma atitude perfeitamente normal. (6° parágrafo)
Bestas esperavam que o senhor vigário arrancasse sem mais demora todos os pés de hortaliças. (9° parágrafo)
CDeus, de repente, chamara o farmacêutico. (8° parágrafo)
DParece que ele até faz pouco-caso da gente. (2° parágrafo)
ENa porta do estabelecimento deste último é que se discutia a personalidade do vigário. (1° parágrafo)
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GabaritoE — Na porta do estabelecimento deste último é que se discutia a personalidade do vigário. (1° parágrafo)
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Expressão expletiva
Gabarito: letra E. A expressão "é que" no trecho "Na porta do estabelecimento deste último é que se discutia a personalidade do vigário" é expletiva, pois não exerce função sintática, servindo apenas como recurso de realce. As demais alternativas contêm expressões que desempenham função sintática (advérbios, locuções adverbiais, partícula de inclusão).
Definição da banca
"Expressão expletiva é uma expressão que não exerce função sintática." (Evanildo Bechara)
Ou seja, é um termo acessório, redundante, que pode ser retirado sem prejuízo sintático, embora altere a ênfase. No texto, o enunciado original sem o realce seria: "Na porta do estabelecimento deste último se discutia a personalidade do vigário." O acréscimo de "é que" não acrescenta nova função, apenas destaca o adjunto adverbial.
Análise das alternativas
Alternativa A — ❌ Incorreta
"Enfim, o padre tomara uma atitude perfeitamente normal."
"Enfim" é um advérbio (indica conclusão) e exerce função sintática de adjunto adverbial. Não é expletivo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"estas esperavam que o senhor vigário arrancasse sem mais demora todos os pés de hortaliças."
"Sem mais demora" é uma locução adverbial de tempo, exercendo função de adjunto adverbial. Não é expletivo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Deus, de repente, chamara o farmacêutico."
"De repente" é locução adverbial de modo, exercendo função de adjunto adverbial. Não é expletivo.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Parece que ele até faz pouco-caso da gente."
"Até" aqui é um advérbio de inclusão (sentido de "inclusive"), exercendo função de adjunto adverbial. Não é expletivo.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Na porta do estabelecimento deste último é que se discutia a personalidade do vigário."
"É que" é uma expressão expletiva típica, usada para realçar um termo (neste caso, o adjunto adverbial de lugar). Não possui função sintática própria; sua presença é opcional do ponto de vista estrutural. Corresponde exatamente à definição citada no enunciado.
NÃO CAIA NESSA!
A banca espera que o candidato identifique a ausência de função sintática. Muitos confundem "até" ou "de repente" com expletivos, mas eles exercem função (adjunto adverbial). O único que não tem função é "é que".