A expressão "a vida é rapina" e sua extensão à humanidade
Gabarito: letra D. O autor afirma que "a vida é rapina" no último parágrafo, logo após dizer que o homem pode encontrar "seu gavião em outro homem", estendendo assim o princípio de violência observado no mundo animal (gavião que mata pomba, homem que mata gavião) à própria humanidade. A frase não estabelece divisão, não oculta crime, não fornece meios de entendimento, nem aponta uma falsa justificativa da violência como atributo só humano.
"ao homem, se não houver outro bicho que o mate, pode lhe suceder que ele encontre seu gavião em outro homem. A vida é rapina."
O trecho mostra claramente que a violência (rapina) é apresentada como algo que perpassa tanto os animais quanto os homens, sem separação ou justificativa moral.
Alternativa A — ❌ Incorreta
"Pretende estabelecer um marco divisório entre as criaturas pacíficas e as belicosas." O texto não divide criaturas; ao contrário, une-as sob o mesmo princípio da rapina. Não há menção a criaturas pacíficas. Erro: extrapolação (acrescenta uma divisão inexistente).
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Considera o fato de que nos momentos de conciliação costuma ocultar-se um crime." O texto não fala de conciliação nem de ocultação de crime. A ideia de "crime" não é abordada. Erro: fora do escopo (tangencia o tema).
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Evoca a justificativa de que a própria natureza nos fornece os meios para nos entendermos." A natureza, no texto, é cenário de predação, não de entendimento. Não há qualquer evidência de "meios para nos entendermos". Erro: contradiz o texto (o sentido é oposto).
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Estende à humanidade o princípio de que a violência é determinante entre os animais." Exatamente: o autor usa a cadeia predatória (gavião → pomba, homem → gavião) e projeta que o homem também pode ser vítima de outro homem, confirmando que a violência (rapina) é determinante também na humanidade. A passagem citada acima sustenta integralmente a alternativa.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Mostra como é que tentamos justificar como atributo da natureza a violência que é só nossa." O autor não tenta justificar nada; ele simplesmente constata que a violência existe tanto nos animais quanto nos homens. A ideia de que a violência é "só nossa" (exclusivamente humana) é oposta ao texto, que a vê como algo natural também entre os bichos. Erro: generalização indevida (acrescenta uma justificativa e uma exclusividade que não estão no texto).
Conclusão: A única alternativa inteiramente sustentada pelo texto é a letra D, que capta a extensão do princípio da rapina do mundo animal para o humano.