O termo que qualifica o substantivo na expressão acontecimento banal (1º parágrafo) tem sentido oposto àquele que qualifica o substantivo em:
Arara coisa (7º parágrafo).
Bnova verificação (1º parágrafo).
Czelo científico (6º parágrafo).
Daparência normal (6º parágrafo).
Eexclusivos pés (6º parágrafo).
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GabaritoA — rara coisa (7º parágrafo).
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Sentido oposto ao de “banal” – Antônimo contextual
Gabarito: letra A. A questão pede o termo (adjetivo) que qualifica o substantivo e que tem sentido oposto ao de “banal” (comum, trivial). O adjetivo “rara”, em “rara coisa” (7º parágrafo), é o antônimo direto, pois “raro” significa incomum, extraordinário. A comprovação está no texto: "o casamento é uma rara coisa" – Drummond opõe a banalidade do acontecimento inicial à raridade do casamento.
Trecho decisivo (7º parágrafo): "Assim, a coleção era mesmo para casar – e fiquei conjeturando que o casamento é uma rara coisa..."
Agora, analisemos cada alternativa:
1Banal = comum, trivial
2Buscar termo oposto no texto
3Rara = incomum, extraordinário
4✅ Gabarito: letra A
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
“Rara” é o antônimo clássico de “banal”. Enquanto “banal” denota o comum, o corriqueiro, “raro” denota o incomum, o extraordinário. No texto, a expressão “rara coisa” realça justamente a excepcionalidade do casamento, em contraste com a rotina da compra de sapatos.
Alternativa B — ❌ Incorreta
“Nova” (em “nova verificação”) indica novidade temporal, mas não se opõe a “banal”. Algo novo pode ser banal, se for corriqueiro. O sentido é diferente, não antônimo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
“Científico” (em “zelo científico”) refere-se a método, não a frequência ou valor. Não há relação antonímica com “banal”.
Alternativa D — ❌ Incorreta
“Normal” (em “aparência normal”) é praticamente sinônimo de “banal”. Ambos indicam o comum, o esperado. Logo, têm sentido igual, não oposto.
Alternativa E — ❌ Incorreta
“Exclusivos” (em “exclusivos pés”) no contexto significa “únicos, apenas dois” (o narrador especula sobre pés extras, mas constata que são apenas dois). O sentido não é de raridade, mas de exclusividade numérica. Embora “exclusivo” possa ser antônimo eventual de “banal” no dicionário, aqui ele não carrega essa oposição. A banca explora essa confusão: o candidato pode achar que “exclusivo” é oposto, mas o texto lhe dá o sentido de “apenas”.
NÃO CAIA NESSA!
A alternativa E atrai quem considera o antônimo dicionarizado, mas desconsidera o sentido contextual. A palavra “exclusivos” no texto significa “apenas dois” (não raro), e não se opõe a “banal” no contexto.
Conclusão: A única palavra que, no texto, se opõe inequivocamente a “banal” é “rara”. Assim, o gabarito é letra A.