Diálogo entre cronista e natureza: aproximação e distinção
Gabarito: letra D. O texto é um diálogo entre o cronista e a amendoeira. No diálogo, há momentos de aproximação (a árvore reconhece o outono no cronista: "Em ti, por exemplo, o outono é manifesto e exclusivo") e de distinção (a árvore se diferencia dos homens: "Os homens, não."). A alternativa D capta essa dupla dimensão: ambos consideram tanto a aproximação quanto a distinção entre suas qualidades.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que cronista e natureza "se identificam plenamente por conta da simplicidade". O texto não menciona "simplicidade" nem "temperamentos". É extrapolação: acrescenta informação ausente.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que há "exata correspondência". A árvore destaca a correspondência ("Acho-te bem outonal"), mas também estabelece distinção ("Os homens, não."). O termo "exata" restringe indevidamente: não há correspondência plena, pois há diferenças.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Fala sobre o gênero crônica como "ideal para se imaginar a natureza para muito além de sua manifestação física". O texto não discute o gênero nem faz essa afirmação. É tangenciamento: assunto estranho ao texto.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Como demonstrado, o diálogo explora tanto a aproximação (a árvore vê o cronista como outonal) quanto a distinção (a árvore se diferencia dos homens). A passagem que comprova a aproximação:
"Acho-te bem outonal, meu filho, e teu trabalho é exatamente o que os autores chamam de outonada"
A distinção aparece em:
"Os homens, não."
Portanto, a alternativa está em conformidade com o texto.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que a natureza é "inteiramente alheia à realidade existencial do sensível cronista". Pelo contrário, a árvore dialoga e se relaciona com a existência do cronista, dando conselhos. Contradiz o texto.