Sabe-se que as alturas dos praticantes de boxe distribuem-se segundo uma curva normal com média desconhecida e desvio padrão de 9 cm. Em um estudo, a partir de uma amostra com 64 atletas, construiu-se o infervalo de confianca [163,16:166,84] para a média das alturas, Repetiu-se o estudo com uma nova amostra de tamanho quatro vezes maior foi obtida a mesma média amostral. Mantendo o mesmo nível de confianga do intervalo anteriar, o novo intervalo de confianga para a média dee alturas é dado por
A[164,08; 165,92]
B[162,08; 165,92]
C[16316; 166.84]
D[161,16; 168,84]
E[164,84; 165,16]
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoA — [164,08; 165,92]
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Intervalo de confiança para a média com variância conhecida
Gabarito: letra A. O novo intervalo é [164,08; 165,92], pois, ao quadruplicar o tamanho da amostra (de 64 para 256), o erro padrão da média cai pela metade (de 1,84 para 0,92), e a margem de erro, que era 1,84, passa a ser 0,92 — mantendo a mesma média amostral de 165,00 e o mesmo nível de confiança. A relação é direta: a margem de erro é inversamente proporcional à raiz quadrada do tamanho da amostra.
O intervalo de confiança para a média de uma população normal com desvio padrão conhecido é construído como:
em que é a média amostral, é o quantil da normal padrão associado ao nível de confiança, é o desvio padrão populacional e é o tamanho da amostra. O termo é a margem de erro (ou erro máximo de estimativa).
No primeiro estudo, com e , o erro padrão é . A margem de erro observada é a metade da amplitude do intervalo: . Isso permite recuperar o quantil: (próximo de 1,64, típico de 90% de confiança). A média amostral é o ponto médio: .
Na nova amostra, . O novo erro padrão é . Como o nível de confiança é o mesmo, o quantil não muda, e a nova margem de erro é (exatamente a metade de 1,84, pois ). Com a mesma média amostral de 165,00, o novo intervalo é .
A pegadinha clássica da banca é o aluno esquecer que o erro padrão diminui com a raiz quadrada do tamanho da amostra, e não linearmente. Quadruplicar reduz a margem de erro pela metade, não a um quarto. Além disso, a média amostral permanece a mesma, pois o enunciado afirma explicitamente que ela não mudou.
Caso
Atribuição (n, σ, z, x̄)
Resultado
Estudo 1 (n=64)
n=64, σ=9, z=1,6356, x̄=165,00
Intervalo [163,16; 166,84], margem E=1,84
Estudo 2 (n=256)
n=256, σ=9, z=1,6356, x̄=165,00
Intervalo [164,08; 165,92], margem E=0,92
Relação entre estudos
n₂=4n₁, √4=2
E₂=E₁/2=0,92, intervalo correto (letra A)
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O intervalo [164,08; 165,92] está centrado em 165,00 e tem margem de erro 0,92, exatamente a metade da margem original (1,84). Isso decorre de ter quadruplicado: , então o erro padrão cai pela metade e, com o mesmo , a margem também cai pela metade. A média amostral é preservada, como manda o enunciado.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O intervalo [162,08; 165,92] tem o limite superior correto (165,92), mas o limite inferior está errado (162,08). Isso corresponderia a uma margem de erro de 1,92, que é maior que a original — o que contraria o efeito de aumentar a amostra. O aluno que erra aqui provavelmente subtraiu 2,92 em vez de 0,92, ou confundiu a nova margem com a antiga.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O intervalo [163,16; 166,84] é exatamente o intervalo original. A banca tenta confundir o candidato que acha que, por a média amostral ser a mesma, o intervalo não muda. Mas o tamanho da amostra mudou, e isso afeta a precisão da estimativa: com mais dados, o intervalo fica mais estreito.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O intervalo [161,16; 168,84] tem amplitude 7,68, o dobro da amplitude original (3,68). Isso seria o efeito de dividir o tamanho da amostra por 4, não multiplicar. O candidato que inverte a relação (acha que aumentar aumenta a margem) cai nessa alternativa.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O intervalo [164,84; 165,16] tem margem de erro 0,16, que é muito menor que a correta (0,92). Isso corresponderia a um erro padrão de , o que exigiria — um valor absurdo para o problema. O aluno que erra aqui provavelmente dividiu a margem por 4 (em vez de 2), confundindo a relação com a raiz quadrada.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a relação entre tamanho da amostra e margem de erro. O erro mais comum é achar que quadruplicar divide a margem por 4, quando na verdade divide por . Outra armadilha é a alternativa C, que repete o intervalo original — o candidato que não percebe que a amostra mudou cai nela. Lembre-se: a margem de erro é inversamente proporcional a , não a .
PEGA ESSA DICA!
Para questões de intervalo de confiança com mudança no tamanho da amostra, monte a razão entre as margens: . Se , então . Isso resolve a questão em segundos, sem precisar calcular o quantil.