A passagem da Coluna Prestes pelo estado do Piauí, em 1925, foi um evento histórico marcante para a população das localidades que presenciaram esse episódio, pois
Aos membros da Coluna travaram conflitos violentos com as forças legalistas, apoiadas por parte da população que se encontrava atemorizada pela suposta invasão e pouco informada sobre os propósitos daquele grupo armado.
Bos integrantes da Coluna Prestes fizeram um cerco à cidade de Teresina durante dias, causando grande destruição, sua retirada para o Maranhão, de onde prosseguiram para o Ceará.
Cos populares, principalmente os moradores das áreas rurais, se identificaram com os ideais e propósitos do movimento Tenentista, aderindo em massa à revolta apregoada pela Coluna contra o poder local, o que impulsionou a continuidade da marcha por outros estados do Nordeste.
Do governo se serviu da divulgação de rumores falsos a respeito da Coluna, angariando apoio para o combate dos milhares de integrantes fortemente armados que a compunham, uma vez que seu líder, Luís Carlos Prestes, tinha financiamento do Partido Comunista.
Eo bando de Lampião, contratado pelo governo, foi responsável por perseguir e desmembrar a Coluna no Piauí, onde aprisionaram o líder Juarez Távora, resultando no fim da unidade do grupo, que precisou se dividir ao fugir.
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GabaritoA — os membros da Coluna travaram conflitos violentos com as forças legalistas, apoiadas por parte da população que se encontrava atemorizada pela suposta invasão e pouco informada sobre os propósitos daquele grupo armado.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Coluna Prestes no Piauí (1925)
Gabarito: letra A. A passagem da Coluna Prestes pelo Piauí, em 1925, foi marcante porque seus membros travaram conflitos violentos com as forças legalistas, que contavam com o apoio de parte da população local, atemorizada pela suposta invasão e pouco informada sobre os propósitos do grupo armado. Essa é a leitura historicamente correta do episódio, que se insere no contexto do movimento tenentista da década de 1920.
A Coluna Prestes foi um movimento político-militar liderado por Luís Carlos Prestes e outros oficiais tenentistas, que percorreu o interior do Brasil entre 1924 e 1927, com o objetivo de combater a República Oligárquica e as fraudes eleitorais. A marcha atravessou diversos estados, incluindo o Piauí, onde a população local, em grande parte rural e isolada, tinha pouco conhecimento sobre os ideais do movimento. O governo federal e as oligarquias locais, por sua vez, difundiam a imagem da Coluna como um bando de invasores perigosos, o que gerava medo e hostilidade entre os moradores. Assim, os confrontos com as forças legalistas eram frequentes, e a população, quando não se refugiava, apoiava as tropas do governo, seja por temor, seja por falta de informação.
A alternativa A é a única que reflete essa realidade histórica, pois menciona os conflitos violentos, o apoio das forças legalistas pela população atemorizada e a desinformação sobre os propósitos da Coluna. As demais alternativas contêm erros factuais ou interpretações equivocadas, como veremos a seguir.
Coluna Prestes (1924-1927)
1Movimento tenentista
Liderança: Luís Carlos Prestes
Objetivo: combater a República Oligárquica
2Características
Sem adesão popular em massa
Sem vínculo com o Partido Comunista
Efetivo: ~1.000-1.500 homens
3No Piauí (1925)
Conflitos com forças legalistas
População atemorizada e desinformada
Propaganda governamental hostil
4Desfecho
Exílio na Bolívia (1927)
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa descreve com precisão o contexto da passagem da Coluna Prestes pelo Piauí: os conflitos violentos com as forças legalistas, o apoio de parte da população atemorizada pela suposta invasão e a falta de informação sobre os propósitos do grupo. Esse cenário é corroborado pela historiografia, que destaca o temor e a desconfiança das populações locais diante da marcha da Coluna, bem como a propaganda governamental que a apresentava como uma ameaça.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que a Coluna fez um cerco à cidade de Teresina durante dias, causando grande destruição, e que depois seguiu para o Maranhão e o Ceará. Historicamente, a Coluna Prestes não sitiou Teresina; ela passou pelo interior do Piauí, evitando as grandes cidades e os confrontos diretos com as forças legalistas quando possível. A rota da Coluna, após o Piauí, seguiu para o Maranhão e depois para o Ceará, mas não houve cerco a Teresina. O erro está na invenção do cerco e da destruição da capital piauiense.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa sugere que os populares, principalmente os moradores das áreas rurais, se identificaram com os ideais tenentistas e aderiram em massa à revolta, impulsionando a marcha. Isso não corresponde à realidade: a Coluna Prestes não teve adesão popular em massa, pois a população, em sua maioria, desconhecia os propósitos do movimento e, muitas vezes, via a Coluna com desconfiança ou medo. A adesão foi restrita a alguns setores, mas não houve uma identificação generalizada com os ideais tenentistas, especialmente no Nordeste, onde a influência das oligarquias locais era forte.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que o governo se serviu da divulgação de rumores falsos para angariar apoio, e que a Coluna era composta por milhares de integrantes fortemente armados, com financiamento do Partido Comunista. Embora o governo tenha de fato difundido boatos e propaganda negativa contra a Coluna, a afirmação sobre o financiamento do Partido Comunista é anacrônica e incorreta: na época, Luís Carlos Prestes ainda não era comunista (sua adesão ao comunismo ocorreu em 1930), e a Coluna não tinha vínculo orgânico com o Partido Comunista. Além disso, o número de integrantes da Coluna era bem menor do que "milhares" — estima-se que tenha variado entre 1.000 e 1.500 homens.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que o bando de Lampião, contratado pelo governo, perseguiu e desmembrou a Coluna no Piauí, aprisionando Juarez Távora. Isso é factualmente incorreto: Lampião e seus cangaceiros não foram contratados pelo governo para combater a Coluna, e não há registro de que tenham aprisionado Juarez Távora. Juarez Távora, aliás, foi preso em 1925, mas não por Lampião, e sim por forças legalistas, após ser ferido em combate. A Coluna não foi desmembrada no Piauí por ação de cangaceiros; ela continuou sua marcha até 1927, quando se exilou na Bolívia.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre a Coluna Prestes e o cangaço, dois fenômenos distintos da década de 1920. O candidato pode associar Lampião à Coluna por ambos atuarem no Nordeste, mas eles eram movimentos independentes e, muitas vezes, rivais. Fique atento: a Coluna era um movimento político-militar tenentista, enquanto Lampião liderava um bando de cangaceiros, sem vínculo com os ideais da Coluna.
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre a Coluna Prestes, lembre-se dos pontos-chave: foi um movimento tenentista (1924-1927), liderado por Luís Carlos Prestes, que percorreu o interior do Brasil; não teve adesão popular em massa; enfrentou forças legalistas; e não tinha ligação com o Partido Comunista na época. Esses elementos ajudam a eliminar alternativas que mencionam adesão popular, financiamento comunista ou participação de cangaceiros.