Análise do Uso do Modo Imperativo no Texto
Gabarito: letra A. O uso do imperativo no trecho “Não permitas que…” e “Defende o teu lar…” tem a função de apelar à consciência do leitor, convocando-o a refletir sobre suas atitudes, e não de impor ordens ou descrever ações concretas. O autor dirige-se a um interlocutor hipotético (o “tu” genérico), buscando sensibilizá-lo, como se vê em todo o texto: “Mergulha, sim, na liturgia do amor”, “Aprenda que o outro é o teu lar”.
Trecho: “Não permitas que, sob o jugo de tua ira, mulher e filhos fiquem ao desabrigo da sorte, ingrata e imprevidente. Defende o teu lar de ti mesmo.”
A opção A capta exatamente essa intenção de chamada à consciência e captura sensível. Já as demais alternativas ou extrapolam, ou restringem ou contradizem o texto.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O imperativo é usado para convocar o leitor a uma tomada de consciência, não como ordem prática. O texto é poético-reflexivo, e o “tu” é um receptor hipotético, qualquer pessoa que possa se identificar com a situação descrita. A “captura sensível” ocorre pela linguagem figurada e apelo emocional.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erro: extrapolação. O texto não delimita papéis para membros de uma “família ideal”; ele adverte o sujeito (possivelmente o homem) contra a violência doméstica, mas não define o que cabe a cada um. Não há menção a uma estrutura familiar idealizada.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erro: contradiz o texto. Os imperativos estão dirigidos a um único interlocutor (“tu”), não a todos os membros da família. A frase “Defende o teu lar de ti mesmo” é claramente pessoal. Além disso, não descreve uma ação efetiva (realizada), mas uma recomendação/reflexão.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erro: fuga ao tema. O texto trata de relações dentro do lar (violência, amor, respeito), não da precariedade das relações humanas fora dele. O imperativo foca no comportamento dentro de casa.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erro: troca de conceito. O texto não é informal; ao contrário, usa linguagem literária, solene (“jugo”, “desabrigo da sorte”, “liturgia do amor”). O imperativo formal (“Defende”, “Não permitas”) não cria informalidade, e sim um tom de exortação solene.
Conclusão: A alternativa A é a única que descreve corretamente a função do imperativo no contexto: apelo à consciência do leitor, sem tom moralizante restritivo, sem descrição de ações, sem foco externo e sem informalidade.