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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2024

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc071541
Banca
FCC
Órgão
TRF - 3ª REGIÃO
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Área Judiciária
O valor da memória dos velhos está, sobretudo,
  1. Ano árduo trabalho das fantasias que descrevem a totalidade de uma vida.
  2. Bna capacidade que têm os velhos de registrar detalhes avulsos de uma história perdida.
  3. Cna capacidade que têm de articular experiências já vividas às questões abertas no presente.
  4. Dna repercussão subjetiva que 0 passado adquire quando fielmente reconstituído.
  5. Eno estímulo das poderosas imagens passadas que relativizam a importância do presente.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — na capacidade que têm de articular experiências já vividas às questões abertas no presente.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

O valor da memória dos velhos

Gabarito: letra C. O texto explicita que a memória dos velhos cria um "nexo entre o passado e o presente", ou seja, articula experiências vividas às questões abertas no presente. A passagem decisiva é:

"À conversa evocativa de um velho é sempre uma experiência profunda: para quem sabe ouvi-la, cria um nexo entre o passado e o presente, é instigante e inspiradora."

As demais alternativas ou extrapolam, contradizem o texto ou fogem ao tema. Vejamos cada uma:

Alternativa

Afirmação sobre o valor da memória dos velhos

Correta?

Motivo

A

no árduo trabalho das fantasias que descrevem a totalidade de uma vida.

O texto nega a fantasia e não menciona "trabalho árduo".

B

na capacidade que têm os velhos de registrar detalhes avulsos de uma história perdida.

O texto fala em "divisar os limites de uma história inteira", não em detalhes avulsos.

C

na capacidade que têm de articular experiências já vividas às questões abertas no presente.

Paráfrase exata do "nexo entre o passado e o presente".

D

na repercussão subjetiva que o passado adquire quando fielmente reconstituído.

O texto rejeita a "repetição fiel" e o foco não é a repercussão subjetiva.

E

no estímulo das poderosas imagens passadas que relativizam a importância do presente.

O texto afirma o oposto: a memória cria nexo com o presente, não o relativiza.

Alternativa A — ❌ Incorreta

"no árduo trabalho das fantasias que descrevem a totalidade de uma vida."

O texto afirma que o ancião "não sonha quando rememora" e que a memória exige reflexão, não fantasia. A ideia de "arduo trabalho das fantasias" é uma extrapolação — o autor não menciona fantasias nem trabalho árduo.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"na capacidade que têm os velhos de registrar detalhes avulsos de uma história perdida."

O texto fala em "divisar os limites de uma história inteira", não em registrar detalhes avulsos. A memória dos velhos, segundo o texto, é totalizante e integradora, não fragmentada. A alternativa restringe e distorce o sentido original.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"na capacidade que têm de articular experiências já vividas às questões abertas no presente."

Perfeita paráfrase. O texto diz que a conversa evocativa "cria um nexo entre o passado e o presente". "Articular" equivale a "criar um nexo"; "experiências já vividas" = passado; "questões abertas no presente" = presente. A alternativa capta exatamente a tese central do autor.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"na repercussão subjetiva que o passado adquire quando fielmente reconstituído."

O texto afirma que a lembrança deve ser "lapidada pelo espírito" e que "não seja uma repetição do estado antigo, mas uma reaparição". A ideia de "fielmente reconstituído" contradiz o texto — a memória não é mera repetição fiel. Além disso, o foco não é "repercussão subjetiva", e sim o neço com o presente. Contradiz o texto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"no estímulo das poderosas imagens passadas que relativizam a importância do presente."

O texto valoriza a integração passado-presente, não a relativização do presente. A expressão "relativizam a importância do presente" não encontra apoio no texto. É uma extrapolação — o autor fala em "unir o começo ao fim", não em diminuir o presente.

Conclusão: A única alternativa integralmente sustentada pelo texto é a letra C, que parafraseia a passagem sobre o nexo entre passado e presente.

Gabarito: letra C

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