Analista Judiciário - Área Judiciária - Especialidade: Oficial de Justiça Avaliador Federal
É plenamente regular o emprego dos elementos sublinhados na frase:
ASe há uma experiência à que nos cabe aproveitar é aquela que melhor nos aprazer como lição real.
BQue ninguém dê a um jovem conselhos aonde a fundamentação esteje em experiências passadas.
CSe a um jovem não convir o conselho de um adulto, que ao menos o agradeça a intenção.
DAquele jovem requereu dos amigos adultos a orientação da qual os julgava plenamente capazes.
EOs algoritmos em cujo poder não cabe duvidar nos dominarão se virem a ser endeusados.
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GabaritoD — Aquele jovem requereu dos amigos adultos a orientação da qual os julgava plenamente capazes.
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Emprego regular de verbos e pronomes
Gabarito: letra D. A única frase com todos os elementos sublinhados empregados de acordo com a norma padrão é a da alternativa D. A banca cobra a correta conjugação do verbo “requerer” e a regência do verbo “julgar” com a preposição “de”.
Alternativa A — ❌ Incorreta
“Se há uma experiência à que nos cabe aproveitar é aquela que melhor nos aprazer como lição real.”
Erro:à que – O verbo “caber” exige a preposição “a”, mas diante do pronome relativo “que” não se usa crase; o correto é “a que”. Além disso, aprazer no contexto deveria estar no presente do subjuntivo “apraza” (ou no futuro do subjuntivo “aprouver”), não no infinitivo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
“Que ninguém dê a um jovem conselhos aonde a fundamentação esteje em experiências passadas.”
Erro:aonde indica movimento; o verbo “estar” é estático, exige “onde”. esteje é forma inexistente; o correto é “esteja” (presente do subjuntivo).
Alternativa C — ❌ Incorreta
“Se a um jovem não convir o conselho de um adulto, que ao menos o agradeça a intenção.”
Erro:convir – o verbo “convir” no presente do subjuntivo é “convenha” (terceira pessoa do singular); “convir” é infinitivo. o agradeça – o pronome “o” é objeto direto, mas “agradecer” rege objeto indireto para a pessoa: “lhe agradeça a intenção”.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
“Aquele jovem requereu dos amigos adultos a orientação da qual os julgava plenamente capazes.”
Correto:requereu – conjugação correta do verbo “requerer” no pretérito perfeito do indicativo (ele requereu). da qual os julgava capazes – “julgar alguém capaz de algo” exige a preposição “de”, que se combina com o artigo “a” formando “da qual”; “os” retoma “amigos” como objeto direto. A regência e a flexão estão perfeitas.
Alternativa E — ❌ Incorreta
“Os algoritmos em cujo poder não cabe duvidar nos dominarão se virem a ser endeusados.”
Erro:em cujo poder – embora “cujo” esteja bem empregado, o verbo “caber” no sentido de “ser possível” não rege a preposição “em”; o mais adequado seria “de cujo poder” (dúvida acerca do poder). Além disso, a construção “não cabe duvidar” é incomum; o usual seria “não há dúvida quanto a” ou “não se deve duvidar”. virem – está correto (futuro do subjuntivo de “vir”), mas o erro anterior desqualifica a alternativa.
Conclusão: A única frase inteiramente regular é a da letra D, que respeita a conjugação do verbo “requerer” e a regência de “julgar”.
PEGA ESSA DICA!
Sempre desconfie de verbos considerados “defectivos” ou de regência incomum – a banca gosta de testar a conjugação de “requerer”, “adequar”, “reaver” etc.