Análise da questão – Função das metáforas no poema
Gabarito: letra B. As metáforas "Deus da rima" e "raio astral" exaltam a dimensão transcendental da criação poética, associando o poeta a uma inspiração divina e a um poder que ilumina as almas, como se lê nos versos:
"Horizonte, em que o Deus da rima se levanta!" "Mas segue o raio astral, que pelo Azul dardeja / Doirando as almas como o sol doira o Universo!"
O poema descreve o poeta como alguém que "o Infinito tens na mente e os pões no verso", e que enfrenta uma "intérmina peleja" – clara alusão à luta contínua pela expressão do sublime. As metáforas, portanto, não representam efemeridade, crítica religiosa, superioridade ou conflito racional-emocional; elas celebram o caráter transcendente da poesia.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a poesia é efêmera – o texto, ao contrário, fala em "obra imortal" e "intérmina peleja", indicando perenidade e resistência. A metáfora do raio astral que "doira as almas" sugere efeito duradouro.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Exalta a dimensão transcendental – o "Deus da rima" é uma figura divina que preside a criação; o "raio astral" é um elemento celeste que ilumina e doura as almas. Ambos remetem ao infinito e ao sagrado, em consonância com o verso "Porque o Infinito tens na mente e os pões no verso".
Alternativa C — ❌ Incorreta
Critica a visão religiosa – o poema incorpora a religiosidade como parte da exaltação, não como alvo de crítica. A expressão "Deus da rima" é reverente.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Representa a superioridade do poeta – embora o poeta seja retratado como alguém especial, as metáforas focam na transcendência da poesia, não na superioridade pessoal. Além disso, o poeta é apedrejado pela Terra ingrata, o que humaniza sua condição.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Simboliza o conflito razão/emoção – o poema não aborda essa dicotomia. O foco está na inspiração divina e no efeito iluminador da poesia.
Gabarito: letra B.