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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2024

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc072305
Banca
FCC
Órgão
TRT - 7ª Região (CE)
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Área Administrativa
Monstro, não tens a minha religião, então não tens religião nenhuma.À frase acima segue correta e explicita seu sentido coerente nesta outra forma:
  1. AFoste um monstro, não tendo minha religião, posto que nenhuma outra.
  2. BSendo o monstro que és, não tens a minha religião e, portanto, nenhuma outra.
  3. CAinda és um monstro, por que não tens minha religião, visto que não tens nenhuma.
  4. DPor monstro que sejas, ao não teres religião, nenhuma religião virá a ler.
  5. ESe és um monstro, não terás minha religião, nem terás nenhuma outra.
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GabaritoB — Sendo o monstro que és, não tens a minha religião e, portanto, nenhuma outra.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Paráfrase e equivalência de sentido – Voltaire

Gabarito: letra B. A alternativa B é a única que reproduz fielmente o sentido da frase original: “Monstro, não tens a minha religião, então não tens religião nenhuma.” Nela, o autor chama o interlocutor de monstro por não ter sua religião (causa) e conclui que, por isso, ele não tem religião alguma (consequência). A alternativa B mantém o presente do indicativo, a relação direta de causa e consequência e o tom acusatório.

Trecho original: “Monstro, não tens a minha religião, então não tens religião nenhuma.”

Alternativa A — ❌ Incorreta

“Foste um monstro, não tendo minha religião, posto que nenhuma outra.” Aqui o verbo “foste” (pretérito perfeito) altera o tempo: a acusação não é no presente, mas no passado. Além disso, “posto que” pode introduzir causa ou concessão, mas a lógica original é de consequência (então), não de causa. Erro: troca de tempo verbal e de relação lógica (troca_conceito).

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

“Sendo o monstro que és, não tens a minha religião e, portanto, nenhuma outra.” Preserva o presente (“és” / “não tens”), a relação causal (“monstro → não ter a religião → não ter nenhuma”) e a conclusão explícita (“portanto”). É uma paráfrase exata do sentido original.

Alternativa C — ❌ Incorreta

“Ainda és um monstro, por que não tens minha religião, visto que não tens nenhuma.” A frase inverte a lógica: “visto que não tens nenhuma” torna a ausência de religião uma causa para não ter a religião do falante, o que é o oposto do original. Além disso, “por que” (separado) é usado incorretamente como conjunção causal (o correto seria “porque”). Erro: inversão da relação causa-consequência (troca_conceito).

Alternativa D — ❌ Incorreta

“Por monstro que sejas, ao não teres religião, nenhuma religião virá a ler.” A expressão “virá a ler” não faz sentido no contexto; a frase original não menciona leitura. Há uma invenção de conteúdo. Erro: fuga ao tema / contradiz o texto (fora_do_escopo).

Alternativa E — ❌ Incorreta

“Se és um monstro, não terás minha religião, nem terás nenhuma outra.” O uso de “se” condicional e do futuro “terás” transforma a afirmação categórica em hipótese. No original, o autor afirma que o interlocutor é monstro porque não tem sua religião; aqui, a monstruosidade é condição para não ter a religião. A relação causal está invertida. Erro: mudança de modo verbal e inversão causal (troca_conceito).

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir o candidato alterando o tempo verbal (passado, futuro) e invertendo a ordem causa-consequência. A letra B é a única que mantém a estrutura original: presente do indicativo + consequência direta.

Conclusão: A reescrita correta deve conservar o tempo verbal, a relação lógica de consequência (não de hipótese ou causa invertida) e o sentido literal. A alternativa B atende a todos esses critérios.

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