Analista Judiciário - Área Apoio Especializado (Especialidade Arquitetura)
É adequado o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:
AHa personagens literárias de cujo fascínio nos prendem mais do que os laços que mantemos aos nossos familiares.
BGraciliano Ramos vale-se de narradores de que o caráter corrompido não impede que os dediquemos alguma simpatia.
COs textos autobiográficos onde sua construção esse autor tanto se esmerou renderam-lhe todo o reconhecimento do qual fez jus.
DA escritora Natalia Ginzburg escreveu um livro cuja a força impressionou demais a uma cronista que a opinião dela manifestou num texto.
EAs amizades a que nos dedicamos com intensidade podem ser superiores aos afetos provenientes dos laços de sangue.
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GabaritoE — As amizades a que nos dedicamos com intensidade podem ser superiores aos afetos provenientes dos laços de sangue.
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Emprego de preposições e pronomes relativos
Gabarito: letra E. A única alternativa que emprega corretamente ambos os elementos sublinhados (a preposição e o pronome relativo) é a E, pois obedece à regência do verbo "dedicar-se" (exige a preposição "a") e utiliza o pronome relativo "a que" sem erro de crase ou concordância.
Vejamos por que as demais estão incorretas:
Critério
Alternativa A
Alternativa B
Alternativa C
Alternativa D
Alternativa E
1º elemento sublinhado
de cujo (preposição "de" inadequada)
de que (preposição "de" inadequada)
onde (só para lugar)
cuja a (artigo após "cuja")
a que (preposição "a" correta)
2º elemento sublinhado
aos (regência de "manter" não admite "a")
os (objeto direto em vez de indireto "lhes")
do qual (regência de "fazer jus a" exige "a")
dela (ambiguidade)
aos (comparativo com preposição "a" correta)
Resultado
❌ Incorreta
❌ Incorreta
❌ Incorreta
❌ Incorreta
✅ Correta
Alternativa A — ❌ Incorreta
"de cujo fascínio nos prendem" → o verbo "prender" deveria concordar com "fascínio" (singular): "prende". Há erro de concordância. Além disso, "laços que mantemos aos nossos familiares" — o correto é "laços que mantemos com nossos familiares" ou "laços de afeto com". A regência de "manter" não admite a preposição "a" nesse contexto.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"narradores de que o caráter" — a preposição "de" é inadequada; o correto seria "narradores cujo caráter" (sem preposição). Além disso, "não impede que os dediquemos alguma simpatia" — o verbo "dedicar" pede objeto indireto (a alguém): "lhes" em vez de "os". Há erro de regência e de pronome oblíquo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"textos autobiográficos onde" — "onde" só se aplica a lugar; o correto é "em que" ou "nos quais". Depois, "reconhecimento do qual fez jus" — a expressão "fazer jus a" exige a preposição "a", portanto "a que" ou "ao qual". "Do qual" é erro de regência.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"cuja a força" — o pronome "cuja" já incorpora o artigo, portanto não se usa "a" depois: o correto é "cuja força". Também há ambiguidade em "que a opinião dela manifestou" — "dela" pode referir-se à cronista ou à escritora; a construção é confusa e fere a clareza.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"amizades a que nos dedicamos" — o verbo "dedicar-se" exige a preposição "a", e o pronome relativo "que" retoma "amizades" corretamente. "Superiores aos afetos" — comparativo com a preposição "a" correta. "Provenientes dos laços" — regência de "proveniente" (de) adequada. Tudo em conformidade com a norma culta.
PEGA ESSA DICA!
Em questões de regência, verifique sempre se o verbo ou nome exige preposição e se o pronome relativo a introduz corretamente. Desconfie de "cuja a" (erro clássico) e de "onde" para coisas.