É adequado o emprego de ambos os elementos sublinhados na frase:
ADesse diálogo, do qual não faltaram argumentos a que ambos se empenharam, não resultou conclusão definitiva.
BOs entusiastas da IA consideram-lhe uma instância do saber aonde se instalou a infalibilidade
CO diálogo de que se vale o neurologista tem o propósito de medir forças com o pesquisador do mundo virtual.
DQuanto à beleza, que sua definição se mostra tão difícil, atribuem-na pouca Importância os entusiastas da IA.
EA importância da IA, por cuja tantos se deixam arrebatar, não levou o neurologista a lhe aceitá-la na mesma medida.
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GabaritoC — O diálogo de que se vale o neurologista tem o propósito de medir forças com o pesquisador do mundo virtual.
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Regência verbal e pronomes relativos no diálogo
Gabarito: letra C. A alternativa C é a única que emprega corretamente as preposições exigidas pelos verbos valer-se (preposição de) e medir forças (preposição com), conforme a regência da língua padrão. No texto, o neurocientista afirma:
"Costumo, nas minhas aulas, utilizar um diálogo hipotético entre um neurocientista (N) e um pesquisador da área de inteligência artificial (PIA) para ilustrar o abismo..."
Isso comprova que ele se vale desse diálogo, portanto "de que" está adequado. Além disso, "medir forças com o pesquisador" segue a regência usual: medir forças com alguém.
Regência verbal e pronomes relativos
1Verbo valer-se
Rege preposição "de"
Ex.: valer-se de algo
2Verbo medir forças
Rege preposição "com"
Ex.: medir forças com alguém
3Erros comuns
Considerar
Transitivo direto
"consideram-lhe" (erro)
"consideram-na" (correto)
Atribuir
Transitivo direto e indireto
"atribuem-na" (erro)
"atribuem-lhe" (correto)
Empenhar-se
Rege "em" ou "por"
"a que" (erro)
Instalar-se
Lugar estático
"aonde" (erro)
"onde" (correto)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
O primeiro sublinhado "do qual" está ligado a "faltaram argumentos" – mas faltar argumentos a algo rege a preposição a, não de. O segundo sublinhado "a que" aparece em "a que ambos se empenharam": o verbo empenhar-se rege em (empenhar-se em algo) ou por, jamais a. Portanto, há dois erros de regência.
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Consideram-lhe" – o verbo considerar é transitivo direto, exige objeto direto (consideram a IA), não indireto. O pronome correto seria "consideram-na". Já "aonde" indica movimento, mas o verbo instalar-se pede lugar estático (onde). Incorreto.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Conforme demonstrado, "de que" (valer-se de) e "com" (medir forças com) respeitam a regência. A frase está gramaticalmente adequada e coerente com o texto.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O pronome "que" em "que sua definição" carece de preposição (o correto seria de que ou cuja). Além disso, "atribuem-na" está mal empregado: o verbo atribuir é transitivo direto e indireto – o objeto direto é "pouca importância", que já aparece após o verbo; o pronome "na" não pode retomar "beleza" porque a regência exige atribuir importância à beleza. A forma adequada seria "atribuem-lhe" (objeto indireto).
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Por cuja" – o pronome relativo cuja deve concordar em gênero e número com o substantivo subsequente; aqui, após "cuja" deveria vir um substantivo feminino singular (por exemplo, "por cuja importância"), mas o que se segue é "tantos" (masculino plural). O correto seria "pela qual". Além disso, "a lhe aceitá-la" é redundante e agramatical: o verbo aceitar é transitivo direto, usa-se "aceitá-la", sem o "lhe".
Conclusão: A única alternativa que emprega corretamente ambos os elementos sublinhados é a letra C.