As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:
ANão costumam distinguir limites na Inteligência Artificial quem julga absoluto o poder dela.
BNão interessa aos entusiastas da Inteligência Artificial avaliar a experiência que os arrebata.
CResiste à definição do conceito de beleza experiências estéticas que julgamos compreender.
DNão convêm aos debatedores arriscar-se numa definição que se põem fora de seu alcance.
EA quantificação de nossas sensações íntimas mostram-se insuficientes para definir a beleza.
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GabaritoB — Não interessa aos entusiastas da Inteligência Artificial avaliar a experiência que os arrebata.
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Concordância verbal – identificação da oração subjetiva e sujeito posposto
Gabarito: letra B. A única frase com concordância verbal plenamente correta é a da alternativa B, porque o verbo "interessa" concorda com a oração subjetiva "avaliar a experiência que os arrebata", e o verbo "arrebata" concorda com o pronome relativo "que" (referente a "experiência", singular). As demais alternativas apresentam erros de concordância, seja por desconhecer a regência do verbo com oração subjetiva, seja por não identificar o núcleo do sujeito.
Alternativa A — ❌ Incorreta
"Não costumam distinguir limites na Inteligência Artificial quem julga absoluto o poder dela."
O sujeito de "costumam" é o pronome relativo "quem", que exige verbo na 3ª pessoa do singular: o correto seria "Não costuma distinguir...". A banca explora a falsa ideia de que "quem" concorda com o plural implícito de "pessoas", mas a norma é: "quem" como sujeito pede verbo no singular.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Não interessa aos entusiastas da Inteligência Artificial avaliar a experiência que os arrebata."
O verbo "interessa" tem como sujeito a oração reduzida de infinitivo "avaliar a experiência que os arrebata", que funciona como sujeito oracional (oração subjetiva). Orações subjetivas exigem verbo no singular. Já o verbo "arrebata" concorda com o pronome relativo "que", que retoma "experiência" (singular). Tudo correto.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Resiste à definição do conceito de beleza experiências estéticas que julgamos compreender."
O sujeito de "Resiste" é "experiências estéticas" (núcleo plural), que está posposto. O verbo deveria estar no plural: "Resistem...". Há erro de concordância com sujeito posposto.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Não convêm aos debatedores arriscar-se numa definição que se põem fora de seu alcance."
Dois erros: (1) "convêm" tem como sujeito a oração "arriscar-se numa definição...", que é oração subjetiva; o correto é "Não convém" (singular). (2) "põem" tem como sujeito o pronome relativo "que", que retoma "definição" (singular); o correto é "se põe".
Alternativa E — ❌ Incorreta
"A quantificação de nossas sensações íntimas mostram-se insuficientes para definir a beleza."
O sujeito é "A quantificação" (núcleo singular), portanto o verbo deve ser "mostra-se". Além disso, o predicativo "insuficientes" deve concordar com o sujeito: "insuficiente". A banca tenta enganar fazendo o verbo concordar com o adjunto adnominal "sensações íntimas" (plural).
NÃO CAIA NESSA!
Todas as alternativas erradas tentam fazer o verbo concordar com um termo que não é o núcleo do sujeito (adjunto adnominal, oração subjetiva mal identificada ou pronome "quem" interpretado como plural). Na B, a oração subjetiva é o verdadeiro sujeito.
PEGA ESSA DICA!
Para acertar concordância verbal, identifique primeiro o núcleo do sujeito. Em frases com verbos impessoais (como "interessar") ou com sujeito posposto, lembre-se: a oração reduzida de infinitivo funciona como sujeito e pede verbo no singular.
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.