A crônica como registro de memória social
Gabarito: letra D. O texto afirma que a "quimera" do cronista Eliézer Rodrigues está "ancorada em impressões, fatos e pessoas que ele não quis deixar esquecer" e que seu trabalho dá "a força de uma permanência temporal" (último parágrafo). Portanto, a crônica e o cronista permitem recortar do tempo e do espaço um sentido social permanente.
"Vê-se que a 'quimera' desse escritor cearense está ancorada em impressões, fatos e pessoas que ele não quis deixar esquecer. É mais que um momento da rotina: é um momento da memória pessoal e social dedicado ao lugar de afeto e de interesse pública, a que dá a força de uma permanência temporal."
Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que a crônica documenta com rigor a história de monumentos extintos ou desprestigiados. O texto menciona edifícios e instituições, mas não diz que são extintos ou desprestigiados, nem que o trabalho é feito com "rigor" documental. Trata-se de uma extrapolação.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que a crônica expande a imaginação para além do material ou factual. O texto, porém, mostra que a "quimera" do cronista está ancorada em fatos e pessoas reais. A alternativa contradiz o texto.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que a crônica adultera fatos passados em benefício do presente. O texto não menciona nenhuma adulteração; pelo contrário, fala em "resgatar os primórdios" e registrar acontecimentos. Contradiz o texto.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Conforme demonstrado, o texto sustenta que o cronista dá permanência temporal à memória social. A alternativa é uma paráfrase fiel do último parágrafo.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que a crônica aglutina memórias fictícias e imagens do presente. O texto, porém, destaca que o livro é baseado em fatos e pessoas reais, não fictícias. Contradiz o texto.
Gabarito: letra D