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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2025

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc072787
Banca
FCC
Órgão
DPE-RS
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Defensor Público
Com as devidas alterações, o trecho Dai a necessidade do mito. A falsa consciência oculta a realidade e simplifica as coisas. Todo o complexo de privilégios, padrões de comportamento e "valores" de uma ordem social arcaica podia manter-se intacto... , compõe um único período, mantendo a coerência, e, em linhas gerais, o sentido original, em:
  1. ADaí a necessidade do mito, ainda que a falsa consciência oculte a realidade e simplifique as coisas, enquanto todo o complexo de privilégios, padrões de comportamento e "valores" de uma ordem social arcaica pudesse manter-se intacto...
  2. BDaí a necessidade do mito, de tal modo que a falsa consciência oculte a realidade e simplifique as coisas, uma vez que todo o complexo de privilégios, padrões de comportamento e "valores" de uma ordem social arcaica podia manter-se intacto...
  3. CDaí a necessidade do mito, porquanto a falsa consciência oculta a realidade e simplifica as coisas, de maneira que todo o complexo de privilégios, padrões de comportamento e "valores" de uma ordem social arcaica podia manter-se intacto...
  4. DDai a necessidade do mito, conquanto a falsa consciencia oculta a realidade e simplifica as coisas, portanto todo o complexo de privilégios, padrões de comportamento e "valores" de uma ordem social arcaica podia manter-se intacto...
  5. EDaí a necessidade do mito, para que a falsa consciência oculte a realidade e simplifique as coisas, embora todo o complexo de privilégios, padrões de comportamento e "valores" de uma ordem social arcaica pudesse manter-se intacto...
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GabaritoC — Daí a necessidade do mito, porquanto a falsa consciência oculta a realidade e simplifica as coisas, de maneira que todo o complexo de privilégios, padrões de comportamento e "valores" de uma ordem social arcaica podia manter-se intacto...

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescrita com conectivos — preservação do sentido original

Gabarito: letra C. A alternativa C é a única que mantém a relação lógica original entre as ideias: a falsa consciência (causa) explica a necessidade do mito, e dela decorre a manutenção dos privilégios (consequência). Os conectivos "porquanto" (causa) e "de maneira que" (consequência) articulam corretamente as três orações, sem alterar o sentido factual (indicativo "oculta" e "podia").

O texto original apresenta três períodos justapostos. A tarefa é reuni-los num só, respeitando as relações semânticas. A chave está em identificar a sequência: Daí a necessidade do mito (conclusão) → a falsa consciência oculta a realidade e simplifica as coisas (explicação do porquê da necessidade) → todo o complexo de privilégios podia manter-se intacto (consequência do ocultamento).

A passagem que ancora essa leitura é o parágrafo anterior: "Colocando-se a ideia de democracia racial dentro desse vasto pano de fundo, ela expressa algo muito claro: um meio de evasão... Daí a necessidade do mito. A falsa consciência oculta a realidade e simplifica as coisas. Todo o complexo de privilégios... podia manter-se intacto". A falsa consciência é o mecanismo que permite a perpetuação dos privilégios, e disso surge a necessidade do mito.

Alternativa A — ❌ Incorreta

"...ainda que a falsa consciência oculte a realidade... enquanto todo o complexo... pudesse manter-se intacto..."

O conectivo "ainda que" (concessivo) inverte a relação: sugere que, apesar de a falsa consciência ocultar a realidade, o complexo poderia manter-se intacto. No original, a falsa consciência é a causa dessa manutenção, não um obstáculo. Além disso, o subjuntivo "pudesse" (em vez de "podia") insere um tom hipotético ausente no texto. ❌ Erro: contradiz o texto (inverte a causalidade).

Alternativa B — ❌ Incorreta

"...de tal modo que a falsa consciência oculte a realidade... uma vez que todo o complexo... podia manter-se intacto..."

"De tal modo que" indica resultado ou modo, mas aqui a falsa consciência é a causa, não o resultado da necessidade do mito. "Uma vez que" (causal) é adequado para explicar a falsa consciência? O texto diz que a falsa consciência é que explica a manutenção dos privilégios, não o contrário. A ordem fica invertida: primeiro a necessidade do mito, depois uma consequência da necessidade, e a causa aparece depois. ❌ Erro: inverte a sequência causal (fora do escopo lógico).

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"...porquanto a falsa consciência oculta a realidade e simplifica as coisas, de maneira que todo o complexo... podia manter-se intacto..."

"Porquanto" (porque) introduz a causa da necessidade do mito: é porque a falsa consciência oculta e simplifica. "De maneira que" (de modo que) introduz a consequência: o complexo se mantém intacto. A relação é exatamente a do original: causa → conclusão (implícita no "Daí") → consequência. Os verbos permanecem no indicativo ("oculta", "podia"), mantendo o caráter factual. ✅ Correta: reescreve sem alterar o sentido.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"...conquanto a falsa consciência oculta a realidade... portanto todo o complexo... podia manter-se intacto..."

"Conquanto" (embora) cria uma oposição inexistente: como se a falsa consciência ocultasse a realidade apesar de algo, mas essa oposição não está no texto. O "portanto" final está coerente com a consequência, mas o primeiro conectivo quebra a lógica. ❌ Erro: usa conectivo concessivo onde caberia causal (troca de conceito).

Alternativa E — ❌ Incorreta

"...para que a falsa consciência oculte a realidade... embora todo o complexo... pudesse manter-se intacto..."

"Para que" (finalidade) indica que a falsa consciência é o propósito do mito, mas o texto mostra que o mito é consequência da falsa consciência, não o contrário. "Embora" (concessivo) também é inadequado, pois não há oposição. O subjuntivo "pudesse" torna hipotético o que é afirmado como fato. ❌ Erro: inverte a relação de causa e finalidade, além de inserir concessão indevida.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre conectivos causais (porquanto, porque), consecutivos (de maneira que), concessivos (ainda que, conquanto, embora) e finais (para que). A armadilha está em escolher uma conjunção que pareça plausível, mas que inverta a relação lógica ou introduza um matiz semântico estranho ao texto.

PEGA ESSA DICA!

Identifique a sequência lógica do trecho original (causa → conclusão → consequência) e teste cada conectivo mentalmente: "X acontece porque Y?" ou "X acontece para que Y?". Apenas a alternativa que mantiver a causalidade original e o modo verbal factual será correta.

Gabarito: letra C

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