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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2025

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc072878
Banca
FCC
Órgão
DPE-SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista de Defensoria
Depreende-se da leitura do texto que a citação "O homem é um deus em ruínas" é usada por Marcelo Gleiser para mostrar que,
  1. Amesmo o ser humano tendo sido construído como uma obra perfeita, a semelhança de um ser divino, sua ambição pode levá-lo a ruína.
  2. Benquanto o ser humano não reconhecer a dualidade de sua natureza, que mescla o animal e o divino, ele não chegará a eternidade.
  3. Ccapaz de criar grandes obras, o ser humano ainda precisa encarar a sua finitude, embora sonhe com a imortalidade, permitida somente aos seres divinos.
  4. Dao buscar a eternidade através da ciência, investindo da engenharia genética a inteligência artificial, o ser humano arruína a sua relação com o divino.
  5. Ena tentativa tornar o homem imortal, o conhecimento científico procura transformá-lo de espécie animal em ser divino.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — capaz de criar grandes obras, o ser humano ainda precisa encarar a sua finitude, embora sonhe com a imortalidade, permitida somente aos seres divinos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Citação "O homem é um deus em ruínas" e seu propósito no texto

Gabarito: letra C. A citação é usada para introduzir a ideia de que o ser humano, apesar de sua capacidade criativa (como um "deus"), é limitado pela finitude ("em ruínas") e sonha com a imortalidade, que é reservada apenas aos seres divinos. Essa interpretação é confirmada pelo desenvolvimento do texto, que discute o desejo humano de vencer a morte por meio da ciência.

"O homem é um deus em ruínas" [...] "Essa natureza dual entre o animal e o semidivino, o mortal e o imortal, é nossa característica mais marcante" [...] "Será que a ciência vai ser capaz de transformar o ser humano a ponto de redefinir nossa relação com a morte?"

A citação, portanto, estabelece o conflito entre a aspiração divina e a realidade mortal, que é o pano de fundo de toda a reflexão do autor.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que o ser humano foi "construído como uma obra perfeita" e que sua "ambição" pode levá-lo à ruína. O texto não menciona perfeição original nem ambição como causa de ruína. A expressão "deus em ruínas" alude à condição humana (divino mas arruinado pela mortalidade), não a um processo de degradação por ambição. Erro: extrapolação (acrescenta ideias ausentes).

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa sugere que o reconhecimento da dualidade é condição para alcançar a eternidade. O texto não estabelece essa relação de causa e consequência. A dualidade é apresentada como característica inerente, não como etapa para a imortalidade. Erro: inferência inválida (cria relação não autorizada).

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa sintetiza corretamente o sentido da citação: o ser humano é capaz de grandes feitos ("deus"), mas precisa lidar com a finitude ("ruínas"), embora almeje a imortalidade, que é própria dos deuses. Conforme o texto: a dualidade mortal/imortal é o tema central, e a ciência (engenharia genética, IA) é apresentada como tentativa de desafiar a morte. Não há extrapolação nem contradição.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que a busca científica pela eternidade "arruína a relação com o divino". O texto não sugere deterioração dessa relação; apenas questiona se a ciência pode redefinir a morte. Não há juízo de que a relação com o divino se arruíne. Erro: acréscimo de opinião não presente no texto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa diz que o conhecimento científico "procura transformá-lo de espécie animal em ser divino". O texto não afirma que a ciência visa transformar o homem em divino; ela discute a possibilidade de vencer a morte, não de tornar-se deus. Além disso, o autor é cauteloso quanto a esse poder. Erro: extrapolação (a ciência não é apresentada com esse objetivo tão amplo).

Gabarito: letra C.

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