Interpretação de texto – tese central de Antonio Candido
Gabarito: letra D. Antonio Candido destaca a coexistência paradoxal entre a barbárie e o ápice da civilização, sugerindo que o movimento pelos direitos humanos se insere nessa tensão. Isso está explícito no primeiro período: > "Todos sabemos que a nossa época é profundamente bárbara, embora se trate de uma barbárie ligada ao máximo de civilização." E logo depois: > "Penso que o movimento pelos direitos humanos se entronca aí". O texto não nega a barbárie nem a civilização; aponta sua ligação intrínseca e situa o movimento nesse paradoxo.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o movimento surge como "resquício de retrocessos históricos" e que ele "sobrepuja a barbárie". O texto não diz que é resquício, e sim que o movimento se entronca no paradoxo; tampouco afirma que ele supera a barbárie — pelo contrário, ressalta a dificuldade de transformar possibilidade em realidade.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Sugere um "retrocesso histórico" e que o movimento "prescinde dos valores civilizatórios de épocas passadas". O autor não fala em retrocesso, mas em barbárie ligada ao máximo de civilização; não há menção a prescindir de valores passados.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Apresenta "oposição entre barbárie e civilização", quando o texto fala em "barbárie ligada ao máximo de civilização" (não oposição, e sim paradoxo). Também afirma que o movimento "ignora essa dualidade", mas o texto diz que ele se entronca exatamente aí.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Coexistência paradoxal entre a barbárie e o ápice da civilização" – exata paráfrase de "barbárie ligada ao máximo de civilização". "Movimento pelos direitos humanos se insere nessa tensão" – corresponde a "se entronca aí".
Alternativa E — ❌ Incorreta
Fala em "negação da barbárie" por parte dos defensores do progresso, e que o movimento ratifica essa negação. O texto não afirma que há negação; pelo contrário, reconhece a barbárie e a possibilidade de superá-la, mas lamenta a falta de empenho. O movimento busca transformar possibilidade em realidade, não negar a barbárie.