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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2025

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc073363
Banca
FCC
Órgão
Prefeitura de São Paulo - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Auditor Municipal de Controle Interno - AMCI Área de Especialização: Geral
Para a correta compreensão da pobreza urbana, conforme o texto, é necessário
  1. Arelativizar a situação social do indivíduo, uma vez que critérios subjetivos, que variam de cultura a cultura, são pouco Úteis para a compreensão do problema.
  2. Bperceber suas causas e seu desenvolvimento histórico, de maneira que o cotejo de diferentes índices estatísticos não seja objeto de relativização cultural.
  3. Cater-se às medidas atuais, uma vez que as séries temporais lidavam com conceitos equivocados do fenômeno pobreza.
  4. Dconsiderá-la, enquanto problema social, a partir de uma única variável, o que possibilita a comparação com outros momentos, a fim de compreender o seu desenvolvimento histórico.
  5. Eentender como as pessoas se inserem política e economicamente na sociedade, que tem seus próprios valores e objetivos, bases para a definição do fenômeno em questão.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — entender como as pessoas se inserem política e economicamente na sociedade, que tem seus próprios valores e objetivos, bases para a definição do fenômeno em questão.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Compreensão da pobreza urbana no texto de Milton Santos

Gabarito: letra E. A alternativa captura a tese central do texto: a pobreza é definida pela inserção político-econômica do indivíduo em uma sociedade que tem seus próprios valores e objetivos. Essa ideia está explícita em trechos como:

“a pobreza não é apenas uma categoria econômica, mas também — e acima de tudo — uma categoria política.” “A medida da pobreza é dada, antes de mais nada, pelos objetivos que a sociedade determinou para si própria.” “A única medida válida é a atual, dada pela situação relativa do indivíduo na sociedade a que pertence.”

O comando pede compreensão (informação explícita), não inferência. A alternativa E sintetiza essas passagens sem acrescentar opinião ou restringir o sentido.

Alternativa A — ❌ Incorreta

O texto defende a relatividade da pobreza, mas não afirma que critérios subjetivos são “pouco úteis”. Essa palavra (pouco úteis) é uma opinião embutida que o autor não emitiu. O texto, ao contrário, valoriza a dimensão subjetiva ao dizer que “a definição de pobreza deve ir além das pesquisas estatísticas” e que envolve “um conjunto complexo de relações”. A alternativa, portanto, acrescenta opinião que não está no texto.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa contradiz o texto. O autor critica comparações entre séries temporais e afirma que “comparações entre diferentes séries temporais frequentemente levam à confusão”. A ideia de que “o cotejo de diferentes índices estatísticos não seja objeto de relativização cultural” é o oposto do que o texto defende: a relativização cultural é exatamente o que se deve considerar. Contradiz o texto.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O texto não diz que “as séries temporais lidavam com conceitos equivocados”. Ele diz que a definição de pobreza “muda ao longo do tempo” e que a combinação de variáveis se altera. Isso é diferente de afirmar que conceitos passados são “equivocados”. A alternativa extrapola ao impor um juízo de valor (equivocado) que o texto não sustenta.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O texto critica explicitamente definições baseadas em “uma única variável” ou “medida matemática”. Diz: “não faz sentido procurar uma definição matemática ou estática” e “um indivíduo não é mais pobre ou menos pobre apenas porque consome um pouco menos ou um pouco mais”. A alternativa propõe exatamente o que o texto refuta — contradiz o texto.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa E é uma paráfrase fiel das ideias centrais do texto: a pobreza deve ser entendida a partir da inserção política e econômica das pessoas na sociedade, considerando os valores e objetivos dessa sociedade. Isso está em:

“a pobreza não é apenas uma categoria econômica, mas também — e acima de tudo — uma categoria política.” “A medida da pobreza é dada, antes de mais nada, pelos objetivos que a sociedade determinou para si própria.” “é mais importante compreender um fenômeno do que medi-lo.”

Nenhuma informação foi acrescentada ou omitida — é compreensão literal.

Gabarito: letra E.

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