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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2025

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc073378
Banca
FCC
Órgão
Prefeitura de São Paulo - SP
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Auditor Municipal de Controle Interno - AMCI Área de Especialização: Geral
Na crônica “O Aventureiro”, de Rubem Braga,
  1. Afaz-se uma reflexão acerca do papel da solidão, responsável pela percepção e pelo cuidado de si em um contexto de anonimato e de dissolução das relações humanas.
  2. Badvinda da solidão das grandes metrópoles, pouco a pouco ganha corpo a hostilidade entre os transeuntes, contidos, no entanto, por uma mesma situação de desconhecimento e anonimato em meio a multidão.
  3. Ca procura de alguma companhia para dirimir a solidão, associada, em seguida, a uma tristeza confortável, cede lugar ao prazer proporcionado por um indistinto laço fraternal de anonimato com a multidão.
  4. Da partir de referências concretas, como as ruas, os cafés e as salas de cinema, faz-se uma reflexão a propósito da solidão, ônus a ser pago por quem procura as grandes cidades em busca da liberdade proporcionada pelo anonimato.
  5. Esão descritos sucessivos modos de furtar-se à solidão das grandes cidades, que, embora por vezes prazerosa, é causa de uma vida carente de sentido, uma vez que tende a afastar as pessoas do convívio social.
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GabaritoC — a procura de alguma companhia para dirimir a solidão, associada, em seguida, a uma tristeza confortável, cede lugar ao prazer proporcionado por um indistinto laço fraternal de anonimato com a multidão.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

A solidão e o anonimato na crônica de Rubem Braga

Gabarito: letra C. A crônica narra a trajetória de um homem solitário que, após tentar contatar amigos sem sucesso, sai sozinho pela cidade e experimenta uma "tristeza confortável" diante do anonimato, para depois sentir prazer ao se integrar à multidão como "um homem calado no meio deles", apoiado por uma "vaga solidariedade". A alternativa C sintetiza essa progressão: procura de companhia → tristeza confortável → prazer no laço anônimo.

Análise das alternativas:

Alternativa A — ❌ Incorreta

O texto não menciona que a solidão proporciona "percepção e cuidado de si". A crônica descreve a experiência solitária, mas não atribui a ela uma função reflexiva ou de autocuidado. É uma extrapolação.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa afirma que "pouco a pouco ganha corpo a hostilidade entre os transeuntes". No texto, a hostilidade é um dos componentes da "vaga solidariedade", mas não há progressão nem intensificação. Além disso, a hostilidade não "advém da solidão", mas é inerente ao contato entre desconhecidos. Erro de generalização.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O narrador inicia procurando companhia: "Ligo para dois conhecidos; nenhum está em casa." Depois, ao caminhar, sente "tristeza confortável" ("não conhecer ninguém me dá uma tristeza confortável"). Em seguida, desiste de procurar e se integra à multidão: "Agora não procuro mais ninguém; estou apenas vagando pelas ruas, integrado nesse fluir infindável de homens — um homem calado no meio deles"... "apenas amparado por essa vaga solidariedade". Essa sequência corresponde exatamente ao descrito na alternativa: a procura cede lugar ao prazer do anonimato solidário.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa qualifica a solidão como "ônus a ser pago" por quem busca liberdade no anonimato. O texto, porém, mostra o narrador escolhendo a cidade "exatamente porque ali não conhecia ninguém" e gozando "devagar o encanto" desse anonimato. A solidão é vivida como prazer, não como ônus. Há troca de conceito (valor negativo por positivo).

Alternativa E — ❌ Incorreta

O narrador não se furta à solidão; ao contrário, a abraça e encontra nela um sentido de integração. A alternativa também afirma que a solidão "é causa de uma vida carente de sentido", o que o texto não sustenta. A crônica termina com o encontro de um amigo, mas o "fantasma solitário" permanece como figura lírica.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta fazer o candidato confundir a descrição da solidão com um juízo negativo (ônus), quando o texto a apresenta de forma ambivalente, com predominância de encanto.

Gabarito: letra C

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