Impessoalidade na Redação Oficial
Gabarito: letra A. A frase em que se observa tratamento impessoal é a A, pois não expressa opinião pessoal nem utiliza pronomes ou verbos em primeira pessoa. A impessoalidade, conforme o Manual de Redação da Presidência da República, exige que a administração não privilegie ou prejudique ninguém e que os atos sejam abstraídos da pessoalidade do agente. As demais alternativas contêm marcas de pessoalidade (primeira pessoa, expressão de opinião) que as tornam incompatíveis com o princípio.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A frase "As autoridades competentes devem garantir ao cidadão o direito de ir e vir" é completamente impessoal: não há pronome pessoal (eu, nós, meu, mim) nem verbo em primeira pessoa. Ela enuncia um dever de forma objetiva, genérica, sem qualquer traço de opinião ou sentimento do emissor. É exatamente o que o Manual descreve como abstração da pessoalidade e foco no interesse público.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A expressão "Para mim está claro" revela uma perspectiva pessoal do emissor. O uso do pronome oblíquo "mim" e o juízo pessoal "está claro" caracterizam subjetividade, o que fere o princípio da impessoalidade. A administração deve se manifestar sem opiniões individuais.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O emprego do pronome "Nós" (primeira pessoa do plural) personaliza a frase, referindo-se a um grupo que inclui o emissor. A redação oficial deve evitar a primeira pessoa, salvo em situações específicas; aqui, a frase poderia ser reescrita de forma impessoal, por exemplo: "Devem ser tomadas medidas para proteger o meio ambiente."
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Na minha experiência" é uma marca clara de pessoalidade. A opinião baseada em vivência pessoal não é compatível com o caráter objetivo e impessoal da comunicação oficial.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O verbo "Acredito" em primeira pessoa do singular expressa convicção pessoal, não um posicionamento oficial. A frase é subjetiva e, portanto, não atende ao princípio da impessoalidade.
Gabarito: letra A.