Analista do Tesouro Estadual - Área de Conhecimento: Geral (prova 2)
Atualmente verifica-se grande discussão acerca dos benefícios dos veículos elétricos ao meio ambiente consistentes na redução da poluição e da emissão de gás carbônico. Ocorre que o preço de comercialização ainda tem se mostrado pouco competitivo em relação aos movidos a gasolina e álcool, ocorrendo uma demanda baixa pela aquisição de tais veículos e uma consequente sub-oferta. Esse cenário denota uma situação clássica em que
Aos agentes econômicos atuam de forma a distorcer o mercado, criando barreiras de entrada a novos competidores, denominadas “risco pesado”.
Bexiste uma externalidade negativa evidenciada nas transações relativas ao referido bem, a qual pode ser neutralizada com medidas de incentivo fiscal.
Chá um “custo afundado” na produção de tais bens que pode ser neutralizado com medidas redistributivas, como fomento à inovação.
Dtrata-se de um mercado assimétrico, onde apenas as externalidades negativas são capturadas nos custos de transação e incorporadas no preço praticado.
Eo benefício à coletividade (diminuição da poluição) corresponde a uma externalidade positiva que supera o benefício ao particular e não é capturado no preço da transação.
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GabaritoE — o benefício à coletividade (diminuição da poluição) corresponde a uma externalidade positiva que supera o benefício ao particular e não é capturado no preço da transação.
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Externalidades e Falhas de Mercado
Gabarito: letra E. O benefício ambiental dos veículos elétricos (redução da poluição) é uma externalidade positiva: ele gera um ganho social que não é capturado no preço de mercado, fazendo com que a oferta privada fique abaixo do nível socialmente ótimo (sub-oferta). A alternativa E descreve exatamente essa situação.
A questão trata do clássico problema das externalidades, que são falhas de mercado. Externalidades positivas ocorrem quando a ação de um agente gera benefícios a terceiros não envolvidos na transação; como o benefício privado é menor que o benefício social, o mercado tende a produzir menos do que o desejável. A solução típica é a intervenção estatal via subsídios ou incentivos fiscais.
Os "riscos pesados" (ou "risco moral") referem-se a falhas de informação após a contratação, não a barreiras de entrada. A situação descrita não envolve criação de barreiras, mas sim uma externalidade.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A externalidade aqui é positiva (benefício ambiental), não negativa. Incentivos fiscais (subsídios) seriam de fato uma medida adequada, mas a alternativa erra ao classificar a externalidade como negativa.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Custo afundado" é um custo irrecuperável, não relacionado à sub-oferta. Medidas redistributivas não neutralizam custos afundados; o fomento à inovação pode ajudar, mas não é a situação clássica descrita.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Mercado assimétrico refere-se a informação desigual entre partes (seleção adversa ou risco moral). O cenário não trata de assimetria informacional, mas de externalidade positiva não precificada.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A externalidade positiva (redução da poluição) gera um benefício social que supera o benefício privado. Como o mercado não captura esse ganho coletivo no preço, a demanda privada é baixa, levando à sub-oferta. A alternativa descreve corretamente o mecanismo.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir externalidade positiva com negativa (alternativa B) e com assimetria de informação (alternativa D). Lembre-se: externalidade positiva → benefício social > privado → subprodução; externalidade negativa → custo social > privado → superprodução.