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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2025

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc073857
Banca
FCC
Órgão
SEFAZ-PI
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista do Tesouro Estadual - Área de Conhecimento: Tecnologia da Informação (prova 1)

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.


Perigo da Inteligência Artificial (IA) não vem dos robôs, mas de nós


        Em seu livro mais recente, "The Al Mirror" ("O espelho da IA"), a filósofa americana Shannon Vallor sustenta que o perigo oferecido pela inteligéncia artificial é muito diferente do que se costuma imaginar. O "risco existencial" para nossa espécie não viria da progressiva substituição de gente por máquinas, geradora de desemprego e, no limite, de nossa extinção. O perigo estaria em nós mesmos, em nosso enamoramento pela imagem quea IA reflete, como o de Narciso em seu lago.


        Especialista em ética da tecnologia, a autora acredita que, se não abrirmos o olho, veremos "os poderes e virtudes mais vigorosos da espécie - nossa capacidade de pensamento criativo, ambição moral, imaginação política e, acima de tudo, sabedoria serem afogados no espelho da lA". Afogados porque rendidos, entregues de graça ou em troca de miçangas coloridas. Terceirizados, por narcisismo e preguiça, a algoritmos que se baseiam no que decidimos no passado para decidir em nosso nome no futuro. Decidir tudo: escolher gente para vagas de emprego, prender gente com base em reconhecimento facial, dosar fluxos de socorro humanitário para populações flageladas, resumir um grosso relatório em meia página.


        Mas qual seria o problema disso tudo, ferramentas que podem ser tão úteis na solução de problemas? Segundo a autora, o risco é nada menos que a estagnação da espécie. Junto com o poder de decidir, estamos abrindo mão do domínio dos próprios meios para a tomada de decisões: escrever, fazer contas, projetar, raciocinar, escolher.


        Todas as tecnologias sempre desafiaram moralmente os seres humanos, levando-os a conceber novos valores e formas de viver em sociedade. A seta sempre apontou para o futuro - até agora. "Precisamos abraçar, renovar e aprofundar esse aprendizado moral", pregaa autora, "porque a IA representa uma forte tentação de esquecé-lo, aceitando em seu lugar um reflexo pálido e estático daquilo que um dia soubemos a nosso respeito. Estamos diante de crises planetárias e civilizacionais que a humanidade nunca enfrentou antes. Você planejaria sua escalada de uma montanha perigosa e desconhecida olhando pelo espelho, para aquilo que ficou para trás?"


(Adaptado de: RODRIGUES, Sérgio. Folha de S.Paulo. 02/04/2025)

Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:
  1. Ao risco é nada menos que a estagnação da espécie (3º parágrafo) = a ameaça é precisamente o embotamento do gênero humano.
  2. Baceitando em seu lugar um reflexo pálido e estático (4º parágrafo) = substituindo-o por uma impressão vacilante e acomodada.
  3. Cgeradora de desemprego e, no limite, de nossa extinção (1º parágrafo) = operadora de vacância e, limitadamente, da nossa absorção.
  4. Dos poderes e virtudes mais vigorosos da espécie (2º parágrafo) = as pujanças virtuais da condição humana.
  5. ETerceirizados, por narcisismo e preguiça, a algoritmos (2º parágrafo) = transpostos por fórmulas de orgulho e desleixo.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — o risco é nada menos que a estagnação da espécie (3º parágrafo) = a ameaça é precisamente o embotamento do gênero humano.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Tradução adequada de segmento do texto

Gabarito: letra A. A única alternativa que mantém o sentido original do trecho é a que substitui “estagnação da espécie” por “embotamento do gênero humano”, preservando a ideia de paralisia e perda de vitalidade. As demais alternativas trocam termos por palavras que alteram o significado no contexto, configurando erro de paráfrase.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

“o risco é nada menos que a estagnação da espécie” (3º parágrafo)

A paráfrase “a ameaça é precisamente o embotamento do gênero humano” é fiel: “nada menos que” equivale a “precisamente”; “estagnação” = “embotamento” (sentido de paralisia, perda de agudeza); “espécie” = “gênero humano”. Nenhum sentido foi alterado.

Alternativa B — ❌ Incorreta

“aceitando em seu lugar um reflexo pálido e estático” (4º parágrafo)

A tradução “substituindo-o por uma impressão vacilante e acomodada” erra: “vacilante” (hesitante, instável) não sinônimo de “estático” (imóvel, parado). “Acomodada” (confortável, ajustada) também não corresponde a “pálido” (desbotado, fraco). Erro: troca de termo (sinônimo inadequado).

Alternativa C — ❌ Incorreta

“geradora de desemprego e, no limite, de nossa extinção” (1º parágrafo)

“Operadora de vacância” não é sinônimo de “geradora de desemprego” (vacância é estado de vago, não desemprego). “Limitadamente” altera o sentido de “no limite” (que significa “em último caso”). “Absorção” é antônimo de “extinção”. Erro: troca de termo e inversão de sentido.

Alternativa D — ❌ Incorreta

“os poderes e virtudes mais vigorosos da espécie” (2º parágrafo)

“Pujanças virtuais” troca “virtudes” por “virtuais” (sentido figurado ≠ real). “Condição humana” restringe “espécie” (que é mais amplo). Erro: troca de termo e restrição indevida.

Alternativa E — ❌ Incorreta

“Terceirizados, por narcisismo e preguiça, a algoritmos” (2º parágrafo)

“Transpostos” não equivale a “terceirizados” (delegados a terceiros). “Fórmulas de orgulho e desleixo” introduz “fórmulas” (não presente) e altera “narcisismo” (amor próprio exagerado) por “orgulho” (autovalorização) — sutil diferença, mas “desleixo” é menos preciso que “preguiça”. Erro: troca de termo e acréscimo de elemento estranho.

Conclusão: Apenas a alternativa A reproduz com exatidão o sentido do segmento original, mantendo equivalência semântica e contextual.

Gabarito: letra A.

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