Questão de Sistemas Operacionais — Linux — FCC 2025
Sistemas Operacionais›Linux
Código
fc073865
Banca
FCC
Órgão
SEFAZ-PI
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista do Tesouro Estadual - Área de Conhecimento: Tecnologia da Informação (prova 2)
O Administrador da rede Linux de uma Secretaria da Fazenda definiu controles de acesso para as aplicações, processos e arquivos do servidor Red Hat Enterprise Linux por meio do SELinux,
Aque funciona como um firewall para toda a rede Linux permitindo ou não a passagem do tráfego pelo servidor.
Bque são aplicados por meio das permissões rwxz dos comandos chmod e chown.
Cque são conjuntos de regras que indicam ao SELinux o que pode ou não ser acessado conforme as permissões de uma política.
Dque são aplicados apenas a usuários não-root, pois os usuários root têm sempre acesso total ao sistema.
Ecujas regras substituem completamente as permissões tradicionais do Linux (rwx), tornando comandos como chmod e chown inoperantes.
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GabaritoC — que são conjuntos de regras que indicam ao SELinux o que pode ou não ser acessado conforme as permissões de uma política.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
SELinux no Red Hat Enterprise Linux
Gabarito: letra C. O SELinux (Security-Enhanced Linux) é um módulo de segurança do kernel Linux que implementa controle de acesso obrigatório (MAC). Ele opera por meio de políticas — conjuntos de regras que definem quais sujeitos (processos, usuários) podem acessar quais objetos (arquivos, portas, etc.) e de que forma. A alternativa C descreve exatamente essa funcionalidade.
O SELinux não é um firewall (alternativa A errada), não utiliza as permissões tradicionais rwx aplicadas com chmod/chown (alternativa B errada), se aplica a todos os usuários, inclusive root (alternativa D errada), e não substitui as permissões tradicionais, mas atua como uma camada adicional (alternativa E errada).
Característica
SELinux
Permissões Tradicionais (rwx)
Tipo de controle
Controle de Acesso Obrigatório (MAC)
Controle de Acesso Discricionário (DAC)
Mecanismo de aplicação
Políticas com rótulos de segurança
Comandos chmod e chown
Aplicabilidade
Todos os usuários, inclusive root
Aplicado a usuários e grupos
Relação entre si
Camada adicional de segurança
Permanecem operantes e são verificadas primeiro
SELinux: Controle de acesso obrigatório (MAC) (Políticas de segurança, Rótulos de segurança); Relação com DAC (Camada adicional, Não substitui chmod/chown, Não é firewall de rede); Usuários (Root também é restrito, Não só não-root)
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o SELinux funciona como um firewall de rede. Isso é um equívoco: firewalls de rede (como iptables/nftables) controlam o tráfego de rede, enquanto o SELinux controla acessos locais entre processos e recursos do sistema (arquivos, sockets, etc.).
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que os controles são aplicados por meio das permissões rwxz (sic) dos comandos chmod e chown. Na verdade, chmod e chown alteram permissões tradicionais (Discretionary Access Control — DAC). O SELinux opera sobre rótulos de segurança e políticas, independentemente e além do DAC.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve corretamente o SELinux: "conjuntos de regras que indicam ao SELinux o que pode ou não ser acessado conforme as permissões de uma política." É exatamente o conceito de política de segurança do SELinux (ex.: targeted, strict, MLS).
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que os controles são aplicados apenas a usuários não-root, e que root tem sempre acesso total. No SELinux, até o usuário root está sujeito às restrições impostas pela política — a não ser que a política explicitamente o permita (ex.: contexto unconfined_t).
Alternativa E — ❌ Incorreta
Diz que as regras do SELinux substituem completamente as permissões tradicionais, tornando chmod e chown inoperantes. Na verdade, as permissões tradicionais continuam existindo e sendo verificadas primeiro; o SELinux adiciona uma verificação após a DAC. Se o DAC nega, o acesso é negado antes de chegar ao SELinux; se o DAC permite, o SELinux pode ainda negar conforme a política.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora o desconhecimento comum sobre o SELinux. Muitos candidatos confundem sua função com a de firewall (A) ou pensam que ele é apenas uma extensão das permissões tradicionais (B). Lembre-se: SELinux é MAC, baseado em políticas, e atua independentemente do DAC.