Questão de Arquitetura de Software — Interoperabilidade — FCC 2025
Arquitetura de Software›Interoperabilidade
Código
fc073886
Banca
FCC
Órgão
SEFAZ-PI
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista do Tesouro Estadual - Área de Conhecimento: Tecnologia da Informação (prova 2)
Uma Secretaria da Fazenda pretende integrar seu sistema de gestão de autos de infração com bases de dados externas para consulta em tempo real de informações cadastrais e fiscais de contribuintes. Para isso, será utilizado um modelo de Web Services com foco em interoperabilidade, segurança e flexibilidade entre plataformas distintas do setor público. A tecnologia ou protocolo mais adequado neste cenário é:
AOAuth 3.0, por ser um protocolo de autenticação recente, baseado em tokens, adequado como padrão de comunicação entre sistemas que exigem validação e transformação de dados fiscais.
BJSON-RCP, por permitir comunicação orientada a objetos em aplicações web com suporte a versionamento automático de endpoints, provendo uma estrutura robusta e suporte avançado de segurança exigido em ambientes governamentais críticos.
CHTTP/2, por garantir o encapsulamento de serviços em pacotes binários compactos com priorização automática e por oferecer suporte nativo a padrões de segurança como WS-Security.
DSOAP 1.2, por oferecer suporte a políticas de segurança, validação por esquema XML, transações e mensagens estruturadas, sendo apropriado a integrações críticas entre sistemas governamentais.
EgRPC, por utilizar protocolo baseado em Protobuf, os buffers de protocolo são legíveis por humanos, ao contrário de uma API REST usada com JSON, o que o torna mais flexível para o cadastro fiscal.
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GabaritoD — SOAP 1.2, por oferecer suporte a políticas de segurança, validação por esquema XML, transações e mensagens estruturadas, sendo apropriado a integrações críticas entre sistemas governamentais.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Web Services: interoperabilidade em cenários críticos
Gabarito: letra D. O SOAP 1.2 é o protocolo mais adequado para integrações críticas entre sistemas governamentais por oferecer suporte nativo a políticas de segurança (WS-Security), validação por esquema XML (XSD), transações distribuídas e mensagens estruturadas — requisitos explícitos no enunciado (interoperabilidade, segurança e flexibilidade entre plataformas).
A banca testa o conhecimento sobre os protocolos de Web Services e suas aplicações típicas. Cada alternativa explora uma tecnologia distinta, muitas vezes confundindo seu papel ou exagerando em capacidades que não possui.
Alternativa A — ❌ Incorreta
OAuth é um protocolo de autorização, não de comunicação entre sistemas. Além disso, não existe "OAuth 3.0" (a versão atual é OAuth 2.0). Ele não define formato de mensagens nem suporte a transações ou validação de dados fiscais. É inadequado para o cenário.
Alternativa B — ❌ Incorreta
JSON-RPC (provavelmente a grafia correta é JSON-RPC) é um protocolo simples para chamadas de procedimento remoto, mas não oferece suporte nativo a políticas de segurança, transações ou validação por esquema. Não é orientado a objetos (é procedural) e não possui versionamento automático de endpoints. Não atende aos requisitos de segurança e robustez de ambientes governamentais críticos.
Alternativa C — ❌ Incorreta
HTTP/2 é um protocolo de transporte (camada de aplicação) que melhora o desempenho na transferência de dados, mas não define como estruturar mensagens de serviço nem oferece suporte a WS-Security. A afirmação de que "encapsula serviços em pacotes binários" é incorreta: quem encapsula é o protocolo de mensagem (como SOAP). HTTP/2 não substitui um protocolo de Web Service.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
SOAP 1.2 é um protocolo para troca de mensagens estruturadas em XML, projetado para interoperabilidade entre plataformas. Ele é acompanhado por padrões como WS-Security (autenticação, integridade, confidencialidade), XML Schema (validação de dados) e WS-AtomicTransaction (transações distribuídas). Essas características o tornam o padrão mais usado em integrações críticas no setor público, exatamente como descrito no enunciado.
Alternativa E — ❌ Incorreta
gRPC utiliza Protocol Buffers (Protobuf), que são binários e não legíveis por humanos — ao contrário do que a alternativa afirma. Embora ofereça alto desempenho, não possui o mesmo nível de suporte a padrões de segurança e transações que o SOAP. Protobuf não é flexível para cadastro fiscal no sentido de legibilidade humana, e gRPC é menos comum em ambientes governamentais que exigem interoperabilidade com sistemas legados.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca protocolos de transporte (HTTP/2) e de autorização (OAuth) por protocolos de serviço, além de atribuir a gRPC características que ele não tem (legibilidade humana). Fique atento: interoperabilidade crítica com segurança e transações aponta sempre para SOAP; desempenho bruto aponta para gRPC; simplicidade para REST/JSON.