Relativização da virtude dos limites – Sêneca
Gabarito: letra B. A questão pede a passagem em que Sêneca, após valorizar o senso de limites, relativiza essa virtude, advertindo que as coisas próximas podem ser levianas (frívolas). O trecho do 1º parágrafo afirma:
"Sigamos as coisas próximas que favorecem nossa esperança. Saibamos, no entanto, que essas coisas mais junto de nós podem ser levianas"
A conjunção "no entanto" já sinaliza a ressalva, e o conteúdo da ressalva é justamente a advertência de que mesmo o que está ao alcance pode ser enganoso. Essa é a relativização da virtude de limitar os desejos ao próximo. As demais alternativas ou reafirmam a virtude, ou descrevem outras situações sem o caráter de ressalva.
Alternativa A — ❌ Incorreta
"desejos nossos que não devem ser levados para muito longe de nós."
Esta passagem apresenta o próprio valor positivo de limitar os desejos, não uma relativização. É a tese inicial, não a advertência que a relativiza.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"essas coisas mais junto de nós podem ser levianas"
Exatamente a ressalva que o enunciado pede: depois de recomendar seguir as coisas próximas, o autor adverte que elas podem ser levianas, relativizando o conselho.
Alternativa C — ❌ Incorreta
"não invejemos as criaturas que estão mais alto"
É outro conselho (não invejar), mas não é uma relativização da virtude dos limites; é uma aplicação dela.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"mais seguros estarão diminuindo sua soberba"
Descreve uma consequência positiva de diminuir a soberba, não uma relativização.
Alternativa E — ❌ Incorreta
"Muitos, na verdade, existem imperiosamente atados às alturas"
É uma constatação sobre as pessoas que estão em posição elevada, sem caráter de ressalva à virtude dos limites.
Gabarito: letra B