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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2025

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc074089
Banca
FCC
Órgão
TRF - 4ª REGIÃO
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Arquitetura
Ao valorizar positivamente o senso que cada um de nós deve ter de seus próprios limites, Sêneca não deixa de relativizar essa virtude, ao nos advertir:
  1. AMuitos, na verdade, existem imperiosamente atados às alturas (3º parágrafo).
  2. Bdesejos nossos que não devem ser levados para muito longe de nós. (12 parágrafo).
  3. Cessas coisas mais junto de nós podem ser levianas (1º parágrafo).
  4. Dnão invejemos as criaturas que estão mais alto (2º parágrafo).
  5. Emais seguros estarão diminuindo sua soberba (2º parágrafo).
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — essas coisas mais junto de nós podem ser levianas (1º parágrafo).

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Relativização da virtude dos limites em Sêneca

Gabarito: letra C. Sêneca valoriza o senso de limites, mas relativiza essa virtude ao advertir que mesmo as coisas próximas e que favorecem nossa esperança podem ser levianas e vãs. A passagem que prova isso está no 1º parágrafo:

"Saibamos, no entanto, que essas coisas mais junto de nós podem ser levianas, e embora tenham por fora diversas faces, por dentro são igualmente vãs."

O conectivo "no entanto" já indica a ressalva: o autor reconhece que as ambições próximas são preferíveis, mas alerta que sua aparente solidez é enganosa. Assim, a virtude de limitar desejos não é absoluta – mesmo o que está ao alcance pode ser frívolo.

Alternativa A — ❌ Incorreta

"Muitos, na verdade, existem imperiosamente atados às alturas" Erro: extrapolação. O trecho descreve pessoas presas a posições elevadas, mas não constitui uma advertência que relativize a virtude dos limites. É uma constatação sobre o perigo das alturas, não uma ressalva ao próprio conselho de limitar-se.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"desejos nossos que não devem ser levados para muito longe de nós" Erro: troca de conceito. Essa é a tese inicial (a virtude a ser valorizada), não a relativização dela. A questão pede justamente o que relativiza essa virtude; B a reafirma.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"essas coisas mais junto de nós podem ser levianas" Acerto: conforme explicado, é a advertência que mostra o lado frágil das coisas próximas, relativizando o conselho de limitar desejos ao alcance.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"não invejemos as criaturas que estão mais alto" Erro: contradiz o texto? Não, é outro conselho (não invejar), mas não é a relativização pedida. A inveja é condenada, mas isso não relativiza o valor dos limites – apenas reforça a postura humilde.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"mais seguros estarão diminuindo sua soberba" Erro: generalização. Embora o trecho fale sobre segurança ao diminuir a soberba, ele não constitui a advertência que questiona a suficiência dos limites. É uma consequência, não a ressalva.

Conclusão: A única alternativa que traz a ressalva (relativização) é a C, amparada pelo "no entanto" e pela afirmação de que as coisas próximas são levianas.

Gabarito: letra C

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