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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2025

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc074299
Banca
FCC
Órgão
TRF - 4ª REGIÃO
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Técnico Judiciário - Área Administrativa
O termo demais, do título, antecipa uma reflexão crítica que se desenvolve ao longo do texto, sobretudo em relação à
  1. Amaneira ativa de fruição artística no passado, considerado pela autora como avançada diante das novas exigências do público digital.
  2. Bresistência de autores e artistas em se adaptarem ao novo modelo comunicacional, o que os afasta do público contemporâneo e compromete sua relevância cultural.
  3. Csubstituição do contato direto com a arte por experiências filtradas por algoritmos, o que empobrece a relação entre criador e consumidor.
  4. Dperda de limites entre público e privado, decorrente do uso exacerbado de tecnologias de interatividade, que compromete a integridade da imagem e da produção artística.
  5. Ebanalização dos produtos culturais tradicionais, incapazes de competir com o dinamismo e a velocidade das novas plataformas digitais.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — perda de limites entre público e privado, decorrente do uso exacerbado de tecnologias de interatividade, que compromete a integridade da imagem e da produção artística.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Interatividade e perda de controle — o sentido de "demais"

Gabarito: letra D. O título "Interativo demais" já carrega uma carga crítica: o excesso de interatividade é apresentado ao longo do texto como algo que gerou consequências negativas. A reflexão central é sobre a perda de limites entre público e privado e a consequente perda de controle sobre a própria imagem e obra, como se lê no trecho: "Hoje ninguém consegue mais ter controle sobre sua imagem ou seu trabalho" e nos exemplos de boatos gerados a partir de situações corriqueiras.

Alternativa A — ❌ Incorreta

O texto afirma que, no passado, as pessoas "aceitávamos pacificamente nossa condição de plateia", ou seja, passividade, não "maneira ativa de fruição". A autora não considera o passado "avançado", apenas mais respeitoso. Há contradição com o texto.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O texto não menciona resistência dos artistas em se adaptar; ao contrário, eles são vítimas da interatividade descontrolada ("hoje ninguém consegue mais ter controle"). A alternativa extrapola ao introduzir a ideia de adaptação e relevância cultural.

Alternativa C — ❌ Incorreta

"Experiências filtradas por algoritmos" é ideia ausente no texto. A crítica da autora é sobre boatos e falta de controle, não sobre mediação algorítmica. Extrapolação de conteúdo.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa sintetiza exatamente a crítica desenvolvida: a interatividade excessiva ("demais") dissolveu a fronteira entre vida privada e pública, comprometendo a integridade da imagem e da obra. O texto exemplifica com o ator que diz "oi" para uma amiga e vira boato de casamento, e a cantora que cancela show e vira boato de suicídio. Tudo isso ancorado no trecho: "Hoje ninguém consegue mais ter controle sobre sua imagem ou seu trabalho." Correta por paráfrase fiel.

Alternativa E — ❌ Incorreta

O texto não fala em "banalização dos produtos culturais tradicionais" nem em competição com plataformas digitais. O foco é a perda de controle sobre a própria produção, não a qualidade ou competitividade dos produtos. Fora do escopo do texto.

Conclusão: A única alternativa que reflete a crítica do texto sobre os efeitos negativos do excesso de interatividade é a letra D.

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