Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2025
Português›Interpretação de Textos
Código
fc074376
Banca
FCC
Órgão
TRF - 4ª REGIÃO
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Técnico Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Desenvolvimento de Sistema da Informação
Ao dialogar com uma pessoa (tu), o eu lírico
Areconhece seu desencontro interior, sem negar plenamente o passado vivido.
Bconstata quea autopunição é o meio mais eficaz de conquistá-la no presente.
Cexpressa remorso por ter perdido, no passado, um evento de que ela participou.
Dreforça que ainda no presente a admira de modo velado.
Eacredita que o amor foi imaginário e não deixará lembranças.
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GabaritoA — reconhece seu desencontro interior, sem negar plenamente o passado vivido.
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Interpretação do poema "O anel" – diálogo com o "tu"
Gabarito: letra A. O eu lírico reconhece seu desencontro interior ("fui eu que me perdi") sem negar plenamente o passado vivido ("não guardei nem esqueci"). A alternativa A é a única plenamente sustentada pelos versos.
O poema de José Miguel Wisnik estabelece um diálogo lírico com uma segunda pessoa (tu). O eu lírico reflete sobre um anel que ganhou, mas perdeu a si mesmo, e sobre o amor que não tem nome nem lugar. A chave para interpretar a atitude do eu lírico está nos versos iniciais e finais.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"O anel que tu me deste / não guardei nem esqueci / Ele nunca se quebrou / fui eu que me perdi"
O eu lírico admite que perdeu a si mesmo (desencontro interior), mas não nega o valor do anel nem o passado: "não guardei nem esqueci" mostra que a lembrança permanece, embora o objeto não esteja guardado. Portanto, reconhece o descompasso interno sem apagar o que foi vivido.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erro: extrapolação. O poema não menciona autopunição como meio de conquistar a pessoa amada. O eu lírico fala de perda e solidão, mas não de uma estratégia de conquista. A alternativa acrescenta uma intenção que não está no texto.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erro: contradiz o texto. O eu lírico não expressa remorso por ter perdido um evento; ele diz "fui eu que me perdi" (perdeu a si mesmo) e que "Tudo então que nos unia [...] nele brilha solitário diamante escuridão". Não há menção a um evento específico do qual ele se arrependa.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erro: afirmação incompleta. O poema não "reforça que ainda no presente a admira de modo velado". O eu lírico fala do amor que "não tem nome nem lugar", mas não há indicação de admiração velada. O tom é de constatação da perda e da permanência do amor como algo etéreo, não de admiração disfarçada.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erro: contradiz o texto. O eu lírico acredita que o amor foi real, não imaginário. Versos como "O amor que tu me tinhas / não tem nome nem lugar" indicam que o amor existiu, embora seja indefinível. Além disso, "Ele nunca se quebrou" (o anel) e "Não guardei nem esqueci" mostram que o amor deixou lembranças.
PEGA ESSA DICA!
Em interpretação de poemas, atente-se às imagens concretas (anel) e às declarações diretas do eu lírico. A resposta deve ser comprovada por versos, não por suposições.
Conclusão: A única alternativa que reflete fielmente a atitude do eu lírico no poema é a A. As demais ou extrapolam informações ou contradizem os versos.