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Questão de Português — Interpretação de Textos — FCC 2025

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fc074377
Banca
FCC
Órgão
TRF - 4ª REGIÃO
Ano
2025
Nível
Superior
Cargo
Técnico Judiciário - Área Apoio Especializado - Especialidade: Desenvolvimento de Sistema da Informação
Um dos temas do poema é
  1. Aa devoção a um anel mágico, anulador do tempo e da distância entre os amantes.
  2. Ba celebração do amor que perdura, simbolizado por um sólido anel de diamante.
  3. Ca crítica à impermanência dos bens materiais diante da fragilidade do afeto.
  4. Da exaltação da juventude, representada pelo cenário de um festival.
  5. Eo contraste entre a permanência do anel e a fragmentação interior do eu lírico.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — o contraste entre a permanência do anel e a fragmentação interior do eu lírico.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Tema central do poema "O anel"

Gabarito: letra E. A alternativa correta é a que aponta o contraste entre a permanência do anel e a fragmentação interior do eu lírico, ideia que percorre todo o poema, como nos versos "Ele nunca se quebrou / Fui eu que me perdi" e "Ele nunca se partiu / Quem partiu de si fui eu".

O poema de José Miguel Wisnik desenvolve uma oposição constante entre o anel – objeto que permanece inteiro, não se quebra, não se parte – e a subjetividade do eu lírico, que se perde, que "partiu de si". O anel simboliza o amor recebido, mas o eu não consegue manter-se íntegro; há uma cisão interna. Por isso, o tema central não é simplesmente a celebração ou a crítica, mas sim o contraste entre a solidez do objeto e a fragilidade do sujeito.

Alternativa A — ❌ Incorreta

“Ele nunca se quebrou” / “Fui eu que me perdi”

O poema não atribui nenhum poder mágico ao anel, nem diz que ele anula tempo ou distância. Pelo contrário, o eu lírico se perdeu, o que indica que o anel não evitou a separação interior. A alternativa extrapola ao inventar uma suposta "devoção mágica" que o texto não sustenta.

Alternativa B — ❌ Incorreta

“O amor que tu me tinhas / Não tem nome nem lugar” / “Nele brilha solitário / Diamante escuridão”

O poema não celebra o amor perene; ele mostra o anel solitário e um amor que não tem nome nem lugar. O tom é de perda e isolamento, não de celebração. A alternativa contradiz o texto ao impor um sentido positivo que não está ali.

Alternativa C — ❌ Incorreta

“Ele nunca se quebrou” / “Fui eu que me perdi”

Não há crítica à impermanência dos bens materiais. O anel é permanente, mas o problema é o eu que se fragmentou, não o afeto que seria frágil. Além disso, o afeto é descrito como "puro dom" e "verdade", não como frágil. A alternativa inverte a relação: no poema, o bem material (anel) é permanente; o que se perde é o sujeito.

Alternativa D — ❌ Incorreta

“Sob a luz estroboscópica / Do agito de um salão” / “De um estranho festival”

O festival e o salão são apenas o cenário onde o gesto de entregar o anel acontece; não há exaltação da juventude. O foco está no contraste entre a agitação externa e o gesto silencioso do amor. A alternativa tangencia o tema ao destacar um elemento periférico e transformá-lo em assunto principal.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

“Ele nunca se quebrou / Fui eu que me perdi” / “Ele nunca se partiu / Quem partiu de si fui eu”

O poema inteiro se constrói sobre esse contraste: o anel permanece íntegro (não se quebrou, não se partiu), enquanto o eu lírico se perde, se fragmenta. A alternativa E parafraseia exatamente essa oposição central.

Gabarito: letra E

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